Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2020
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'Inverno amazônico' continua forte até final de maio, diz Sipam

Órgão explica que as tempereturas amenas e o alto índice pluviométrico se devem ao aumento de nebulosidade na Amazônia nesta época do ano



1.jpg Tempestades são comuns nesta época do ano
23/03/2015 às 16:29

Para quem tem passado aperto com as tempestades intensas que têm marcado o "inverno amazônico" deste ano, um alerta: elas não estão indo a lugar nenhum tão cedo.

De acordo com o Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam), esse período de ano, caracterizado por temperaturas mais amenas, se estende até o mês de maio. Ele se deve ao aumento de nebulosidade na região nesta época do ano, o que desencadeia a chuvas.



Esse aumento começa a ser percebido já nos meses de transição entre as estações seca e chuvosa (outubro e maio) e nos meses entre eles (novembro a abril), período durante o qual a cheia informa a cheia dos rios que compõem a bacia amazônica.

Emergência

Este ano, o monitoramento do Sipam detectou chuvas de volumes excedentes significativos  sobre o sul da Colômbia, leste do Peru e norte da Bolívia. Por isso, os municípios mais afetados estão no sul e oeste da região, próximo a fronteira com esses países.

Até a publicação desta matéria, Canutama, Envira, Eirunepé, Guajará, Itamarati e Ipixuna, todos localizados nessas regiões, já tinham declarado estado de emergência por conta da cheia.

Cheia histórica

O Sipam informou ainda que não possui dados que indiquem que uma cheia histórica se aproxime em 2015, mas ressaltou que, dada a vastidão da bacia hidrográfica, os níveis dos diferentes rios variam.

O órgão ainda cita como exemplo a cheia histórica que o rio Madeira teve no ano passado que não se refletiu no resto da região, da mesma forma que a cheia de 2012 dos rios Solimões e Amazonas não se refletiu em outros rios.


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