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Investigação sobre morte de líder comunitária de Iranduba segue em ‘ritmo avançado’

Secretário de Segurança Pública diz que PC diz que não descarta a participação de ‘Pinguelão’ na execução de Maria das Dores 17/08/2015 às 10:52
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Corpo da líder comunitária Maria das Dores foi velado na comunidade Portelinha
Luana Carvalho ---

O secretário de segurança pública Sérgio Fontes informou que a investigação para encontrar os responsáveis pelo assassinato da líder comunitária Maria das Dores Salvador Priante, 54, segue em ritmo avançado. Ele não revelou detalhes, mas adiantou que a polícia não descarta a participação do principal suspeito, Adson Dias da Silva, o “Pinguelão”, o qual a vítima registrou inúmeras denúncias de ameaças.

Adson se apresentou no Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Iranduba (distante 27 quilômetros de Manaus) no mesmo dia em que o corpo foi encontrado. Ele negou ser o autor do crime. Fontes lembrou que, no mês passado, uma operação chamada “Duas Caras” foi realizada na comunidade Portelinha, na AM-070, quando o suspeito foi preso por venda ilegal de lotes de terras, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.

“Em decorrência das inúmeras denúncias contra este senhor e das pessoas que trabalham com ele, realizamos uma busca policial no local. O Estado agiu dentro daquilo que foi cobrado pela população da mesma forma que estamos agindo agora. Nós vamos chegar às pessoas que cometeram essa barbaridade”, declarou.

Pinguelão esteve na delegacia para prestar esclarecimentos e em seguida foi liberado por falta de provas concretas que o ligassem ao crime. “Não se coloca ninguém na cadeia por suspeita. Apesar de não descartarmos nenhuma possibilidade, não podemos fazer uma acusação precipitada. Como não há indícios, não temos argumentos para solicitar uma prisão preventiva”, explicou

O delegado de Iranduba, Paulo Mavignier, informou que uma força-tarefa foi montada entre as polícias de Iranduba e Mancapuru para investigar o caso. As duas estão envolvidas porque o corpo de Dona Dora, como a comunitária era conhecida, foi encontrado em uma área do município de Manacapuru.

Mavignier também informou que muitas informações foram coletadas no local do crime e podem levar aos assassinos. No entanto, nenhuma prova que afirme a ligação de Pinguelão com o assassinato foi encontrada. “Uma testemunha, por exemplo, poderia ajudar a elucidar o caso”, disse.

Familiares pedem Justiça e celeridade

Maria das Dores  Salvador Priante, 54, foi velada na comunidade Portelinha e enterrada na tarde de ontem no cemitério Parque Tarumã, Zona Oeste.  Os parlamentares José Ricardo (PT) e Dermilson Chagas (PDT),  solicitaram à SSP uma investigação especial.

Representantes de movimentos sociais prestaram apoio à família. “Estamos contando com o apoio, solidariedade e pressão de amigos e movimentos sociais para que este momento não fique só no choro, lamento e emoção. Queremos justiça”, disse o marido da vítima, Gerson Priante.

Emocionado, ele diz que não quer  mais animosidade e conflito neste momento de dor. “Foi um baque muito forte. De coração aberto, nossa intenção não é provocar mais conflitos, não vemos propósito nisso. Só queremos justiça por um crime que feriu o respeito e dignidade da nossa família e comunidade”, finalizou.

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