Sábado, 07 de Dezembro de 2019
DEFESA

Investigado pelo MP-AM, chefe de gabinete de Amaturá acusa vereadores

Gilson dos Santos é acusado de falsificar assinatura de vice-prefeito em empréstimo de R$ 5 milhões, mas ele rebate e diz que Câmara está de conluio para prejudicar o prefeito



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28/03/2019 às 15:11

O chefe de gabinete de Amaturá, Gilson dos Santos, atribui a um conluio da Câmara Municipal da cidade a denúncia de que ele teria falsificado a assinatura do vice-prefeito, Arnaldo Pereira. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) instaurou um inquérito para apurar a denúncia contra o funcionário da prefeitura. “Querem prejudicar o prefeito”, afirma. 

Em entrevista, Gilson disse que é responsável pela documentação da Prefeitura e que o Projeto de Lei nº 030/2018, que pede autorização para um empréstimo de R$ 5 milhões, foi assinado pelo vice-prefeito porque o prefeito Joaquim Corado estava ausente. 



“Uma semana antes de encerrar as sessões na Câmara eu levei o documento junto com outros para o vice assinar. Ele assinou, mas é uma pessoa humilde, simples, ele é indígena. Depois de aprovada a lei, o então presidente Nazareno [Carvalho] chamou o vice e perguntou por que ele tinha assinado, disse que ele ia pagar o empréstimo e ia ser preso porque não ia ter como assinar. Aí ele negou que tinha assinado e fez o boletim de ocorrência”, conta Gilson. 

O inquérito foi instaurado pelo promotor Sérgio Roberto Martins Verçosa e publicado no Diário Oficial do MP de terça-feira (26). Conforme a publicação, um ofício será encaminhado à Prefeitura de Amaturá, a 908 km da capital, bem como à Câmara de Vereadores, solicitando esclarecimentos e cópias do processo legislativo para aprovação do Projeto de Lei.

Outro ofício será enviado ao Banco do Brasil para enviar os documentos relativos à solicitação de empréstimo feito pela Prefeitura. Além disso, será solicitada a cópia do inquérito policial do 49º Distrito Integrado de Polícia (DIP), requisitando a imediata instauração de procedimento, caso não tenha sido feito.

O chefe de gabinete também receberá uma notificação extrajudicial para se manifestar sobre o caso e apresentar documentos necessários para a elucidação do caso. Gilson disse que apresentará os documentos solicitados pelo Ministério Público e sugere que seja feito um exame grafotécnico para atestar a veracidade do documento. 

A reportagem não conseguiu contato telefônico com o vereador Nazareno Carvalho nem com o vice-prefeito de Amaturá.


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