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Cotidiano
INVESTIGADO

Investigado por corrupção, Ricardo Teixeira tem fazenda ocupada pelo MST no Rio

A informação sobre a ocupação do local foi divulgada pelo próprio MST. Segundo o movimento, a fazenda tem mais de 1.500 hectares de extensão 25/07/2017 às 11:35 - Atualizado em 25/07/2017 às 13:39
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Ricardo Teixeira (Foto: Agência Brasil)
Daniela Amorim - Estadão Conteúdo

Mais de 300 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a fazenda Santa Rosa, no município de Piraí, região sul do Rio de Janeiro. A propriedade pertenceria ao ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira.

A informação sobre a ocupação do local foi divulgada pelo próprio MST. Segundo o movimento, a fazenda tem mais de 1.500 hectares de extensão.

O ato integra a Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, organizada pelo MST, em que trabalhadores rurais têm como objetivo ocupar fazendas por todo o País que seriam ligadas a processos de corrupção ou a proprietários investigados. O movimento pede que as propriedades sejam destinadas a assentamentos de famílias sem terra.

Teixeira é investigado por um esquema de corrupção envolvendo o desvio de receitas milionárias oriundas de jogos da seleção brasileira de futebol. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu na última segunda-feira que seja encaminhada ao Brasil a investigação conduzida por autoridades espanholas sobre o dirigente. Ele é acusado de ser o principal responsável por um esquema de desvio de dinheiros de jogos do Brasil enquanto ainda era presidente da CBF.

Conforme a reportagem do Estado revelou em 2013, acordos secretos permitiram que a renda de algumas partidas da seleção fossem desviadas para uma empresa em nome de Sandro Rosell, aliado de Teixeira e ex-presidente do Barcelona. No mês passado, Rosell foi preso e a Justiça espanhola apontou que parte do dinheiro que ia para sua empresa, a Uptrend, terminava com o próprio Teixeira.

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