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Cotidiano
CODAM

Projetos aprovados preveem geração de 2,8 mil empregos no PIM em três anos

Investimento total é de R$ 3,2 bilhões, um volume muito superior ao registrado nos meses anteriores, que leva esperança de crescimento ao setor industrial no AM 01/09/2016 às 21:58 - Atualizado em 02/09/2016 às 07:53
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A 263ª reunião do Codam foi realizada na manhã desta quinta-feira (01) na SEPLAN-CTI. Foto:Divulgação
Geizyara Brandão Manaus (AM)

As estatísticas da 263ª reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), realizada na manhã desta quinta-feira (01) na Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEPLAN-CTI), mostram que apesar do momento de crise econômica, os investimentos vem crescendo em relação aos meses anteriores - foram R$ 2,317 bilhões a mais que no mês de junho . No geral, os conselheiros aprovaram 34 projetos industriais estimados em R$ 3,231 bilhões e 2.834 vagas no mercado de trabalho ao longo de três anos.

“No meio da crise, num momento em que o Estado sofre mais com ela, paradoxalmente nós temos uma reunião que trouxe a maior quantidade de projetos e volume de projetos e criação de empregos. [...]Os números mostram que nós começamos a superar essa crise. Isso nos traz alento, isso nos traz a clareza de que o Polo Industrial de Manaus (PIM) tem ainda um longo caminho pela frente e que nós vivemos uma situação absolutamente conjuntural”, afirmou o secretário da Seplan-CTI, Thomaz Nogueira.

Crescimento

A atração de produtividade de celulares e bens de informática indica um crescimento do setor na Zona Franca de Manaus (ZFM). De acordo com a superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Rebeca Garcia, um estudo foi iniciado para atrair mais empresas para produzirem celulares no Pólo Industrial de Manaus (PIM) e transformar em um pólo qualificado de celular. 

“Há uma consolidação muito boa no sentido de consolidação do pólo de componentes para a informática especialmente na produção de placas, onde nós já somos o maior fabricante do Brasil. Isso adensa nossa cadeia, pois é um insumo básico para a produção de computadores, de placas de celulares, televisão”, disse Nogueira.

Para Garcia assim como no celular, deve acontecer em outros segmentos aumentando a vantagem competitiva comparada ao restante do Brasil.  “A pauta é um indicativo que a indústria passa a investir um pouco mais, passa a acreditar um pouco mais”, assegurou.

Receita pública
A preocupação do secretário da Seplan-CTI é a queda na receita pública que compreende a arrecadação vinda de impostos para custear as despesas e os investimentos nas necessidades da população. Segundo Nogueira a receita gira em torno de um bilhão de reais a menos que no ano passado. A diminuição reflete na capacidade do Estado na prestação de serviços como a saúde e a educação, por exemplo, e afetou a programação de pagamento do 13º salário. 

“O Estado assume hoje algumas medidas duras na área de saúde, mas ao mesmo tempo é uma questão conjuntural, algo que nós podemos superar porque o pólo mostra a sua vitalidade e continua em expansão”, explicou o secretário.
A manobra do Governo do Estado foi decretar emergência na área da saúde com o objetivo de possibilitar o acesso às verbas federais para o segmento e a utilização com maior flexibilidade na utilização do dinheiro proveniente do Sistema Único de Saúde (SUS), para que os recursos sejam realocados para outros blocos do setor.
 

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