Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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OPERAÇÃO CICHLA

Ipaam aplica mais de R$ 1,5 milhão em multas por crimes ambientais em Barcelos

Ao menos 300 quilos de tucunaré foram apreendidos e 297 quelônios resgatados no município que é um dos principais destinos turísticos do Amazonas


12/04/2019 às 18:51

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou mais de R$ 1,5 milhão em multas durante a “Operação Cichla”, em referência ao nome científico do tucunaré que é Cichla ocellaris. A ação flagrou diversas irregularidades e crimes ambientais em Barcelos (localizado a 399 quilômetros de Manaus), um dos principais destinos turísticos do Amazonas.

Realizada em parceria com o Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), a operação foi executada entre 26 de março e 5 de abril, contando com o apoio da Prefeotura do município, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiental de Barcelos.

Extração ilegal de madeira, captura de quelônios e pesca ilegal de tucunaré foram alguns dos crimes flagrados pelas equipes do Ipaam e do Batalhão Ambiental durante dez dias de fiscalização ao longo das Bacias dos rios Negro, Aracá e Demeni, conforme informou o gerente da Gerência de Fiscalização (Gefa) do órgão ambiental do Estado, Hermógenes Rabelo.


Madeiras apreendidas em Barcelos Foto: Divulgação

No porto de Barcelos, ao menos 18 embarcações de pequeno, médio e grande porte também foram alvos de fiscalização. “Nesse local, atuamos para identificar ilícitos ambientais relacionados a pesca de espécies protegidas por lei, animais silvestres e madeira”, informou Hermógenes.

Resultados 

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Ao menos 300 quilos de pescado ilegal da espécie tucunaré foram apreendidos pela equipe do Ipaam na bacia do rio Negro, durante a operação. “Esse pescado estava sem a devida permissão/licença. Barcelos é reconhecida internacionalmente por ser um dos principais destinos de pesca esportiva e comercial dessa espécie”, disse o gerente de Gefa, ao destacar que o infrator que estava com esse pescado foi multado em R$ 16 mil.

Quelônios

Pelo menos 297 quelônios foram resgatados pelas equipes do Ipaam e Batalhão Ambiental. Os responsáveis por esses animais foram identificados e terão que pagar multa de mais de R$ 1,4 milhão. Os quelônios estavam em uma canoa do tipo ‘bajara’. Após a operação, os animais foram soltos na bacia do rio Negro.

Madeiras 

O valor das multas por extração ilegal de madeira foi de R$ 21,2 mil. Identificados, os proprietários das madeiras terão de responder por manter em depósito madeira de lei serra/beneficiada (pranchas, tábuas e outros) sem o Documento de Origem Florestal (DOF). Além disso, eles foram acusados de exploração florestal por meio de corte seletivo e o beneficiamento em pranchas, pernas-mancas e tábuas sem a autorização do Órgão Ambiental.

Notificações

Ainda na ‘Operação Cichla’, o Ipaam notificou cinco estaleiros que atuavam sem Licença Ambiental.  Três pessoas foram notificadas por extrair madeira ilegal sem o Cadastro Ambiental Rural.

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