Terça-feira, 23 de Julho de 2019
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Irã enforca mulher condenada por assassinar suposto estuprador

Jabbari foi condenada à morte de acordo com a lei 'olho por olho, dente por dente', depois de ser considerada culpada por matar a facadas o homem em 2007



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25/10/2014 às 10:14

Uma iraniana de 26 anos condenada por ter matado um homem que tentou estuprá-la, quando ela era uma adolescente, foi enforcada neste sábado (25), informou a agência de notícias oficial IRNA, apesar dos apelos internacionais para que sua vida fosse poupada.    Reyhaneh Jabbari foi levada até a forca no amanhecer deste sábado, na prisão Evin, de Teerã, após não conseguir perdão dos parentes da vítima antes dos dez dias de prazo estabelecidos pela sharia, que é a lei do país deste a Revolução Islâmica de 1979.   

A pena de morte foi condenada internacionalmente e fez o governo do presidente Reyhaneh Jabbari, que foi eleito no ano passado com promessas de uma reforma liberal, intervir para que ela fosse comutada.   

O ministro da Justiça, Mostafa Pour-Mohammadi, afirmou no começo de outubro que um "bom final" estava sendo desenhado, mas informações da imprensa mostraram que a família do homem morto não foi persuadida a aprovar tolerância para Jabbari.   

Jabbari foi condenada à morte de acordo com a lei "olho por olho, dente por dente", depois de ser considerada culpada por matar a facadas o homem em 2007. Ela alegou legítima defesa, mas não convenceu os juízes de várias instâncias de apelação, e foi mantida na prisão.   

A última chance de leniência estava com o supremo-líder, o aiatolá Ali Khamenei, cujos poderes transcendem o dos mandatos do Estado, mas ele nunca mencionou o caso e raramente interfere em decisões judiciais. Imediatamente após a execução, a promotoria-pública de Teerã emitiu um comunicado que aparentemente tinha o objetivo de combater a simpatia a Jabbari.   

"Jabbari repetidamente confessou o assassinato premeditado, e depois tentou desviar o caso do seu caminho alegando estupro", afirmou o comunicado transmitido pela IRNA.

(Reportagem de Mehrdad Balali).

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