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Jaques Wagner: governo vai enterrar impeachment na Câmara

Ministro da Casa Civil avalia que a presidente Dilma terá para que o processo de impeachment não chegue nem mesmo a ser apreciado pelo Senado Federal 03/01/2016 às 12:48
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Ministro concedeu entrevista à Folha
acritica.com ---

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou, em entrevista à edição deste domingo (3) do jornal Folha de S.Paulo que o governo terá votos suficientes para que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) não chegue nem mesmo a ser apreciado pelo Senado Federal. 

"Nós vamos enterrá-lo (o impeachment). Na Câmara. Não tenho dúvida de que a gente vai a 250, 255 votos", assegurou Jaques Wagner. Para barrar o impeachment, que deve começar a ser analisado a partir de fevereiro, quando o Congresso retorna do recesso parlamentar, a presidente precisa de 171 votos favoráveis, no mínimo. O número corresponde a um terço da composição de 513 deputados federais na Câmara.

O ministro admitiu que as medidas contracíclicas na economia, feitas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e pela presidente Dilma no primeiro mandato, "produziram um problema fiscal (que Dilma) se impôs a consertar", mas creditou o nível da crise política do país ao papel que a oposição veio desempenhando desde o fim das eleições de 2014.

"O erro para mim é muito mais da oposição, que fez uma agenda do 'impeachment tapetão' (...) A impopularidade de Dilma hoje é consequência de que a gente teve que consertar medidas tomadas em 2013 e 2014, que tiveram seu lado positivo e, como tudo na vida, também consequências ruins. Mas nunca teve dolo. A banalização do processo como recurso eleitoral é o 'impeachment tapetão', que não é com motivo, é para recorrer do jogo que perdi em campo. Mas isso também será cobrado da oposição, porque impopularidade não é crime", afirmou.

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