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‘Jimmy é um psicopata’, afirma MP ao pedir condenação dos três réus do ‘Caso Belota’

O promotor de Justiça Fábio Monteiro rebateu as defesas dos três réus acusados, contestou o arrependimento deles e salientou a frieza do trio demonstrada nas declarações 21/11/2013 às 21:08
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O promotor de Justiça Fábio Monteiro acusou os três réus
acritica.com Manaus (AM)

O processo de acusação feita pelo Ministério Público contra os três réus do “caso Belota” iniciou por volta das 19h desta quinta-feira (21), no Tribunal do Júri do Fórum Henoch Reis, em Manaus. O promotor de Justiça Fábio Monteiro rebateu as defesas dos réus acusados do triplo homicídio, contestou o arrependimento anunciado por eles e salientou a frieza deles demonstrada nas declarações.

“Esses três acusados não moveram nenhum nervo da face. Narravam com detalhes, numa tranquilidade tão grande, esses crimes bárbaros”, declarou o promotor. Os réus acusados do crime são Jimmy Robert de Queiroz - familiar das vítimas e apontado como mandante dos crimes -, o seu suposto ex-namorado Rodrigo de Moraes Alves e o amigo Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães. O crime ocorreu no dia 22 de janeiro de 2013.

“O Rodrigo estava muito mais preocupado em demonstrar ao público que não é homossexual e que não tinha relacionamento com o Jimmy ao invés de tentar justificar o que fez. Não que (o crime) tenha justificativa”, ressaltou Fábio Monteiro. O promotor também contestou a veracidade do depoimento de Jimmy e afirmou que o réu tem o perfil de um psicopata.

“Jimmy é um psicopata, mas isso não o deixa inimputável”, afirmou Monteiro. As três vítimas do crime eram, respectivamente, pai, tia e prima de Jimmy: Roberval Roberto Brito, 63; Maria Gracilene Belota, 59; e Gabriela Belota, 26. Além dos três, o cachorro da família também foi assassinado.

Acusação contra Olga Matos

Jimmy, Rodrigo e Ruan Pablo foram interrogados também nesta quarta (20). Em seu depoimento, Jimmy confessou o crime, mas acusou a esposa do avô dele, Olga Marinho Matos, de ser a mentora do crime, motivado supostamente pela herança dos bens da família Belota.

“O Jimmy aderiu a tal plano porque quis”, contestou Monteiro. A família, presente no tribunal, demonstrava sinais negativamente enquanto o MP falava da suposta participação da Olga.

“Ele disse que tinha medo da dona Olga. Segundo ele, havia uma animosidade entre ele e a Olga. Se ele a temia, porque a dona Olga iria procurá-lo para executar (o crime) se ela não se dava bem com ele?”, questionou o promotor do Ministério Público. Monteiro também salientou que o Jimmy tem capacidade intelectual de não ser induzido por ninguém.

Advogados

Após o pronunciamento do MP, os advogados Paulo Trindade, de assistência da acusação, e Aniello Aufiero, advogado da família Belota, falaram para os jurados do Tribunal do Júri, já por volta das 20h30.

O advogado Paulo Trindade comparou o “caso Belota” ao caso da estudante Suzane Von Richthofen, que assassinou os próprios pais com a ajuda do então namorado e do cunhado no ano de 2002, na cidade de São Paulo, crime que chocou o Brasil na época.

O julgamento dos três réus do “caso Belota” continuará noite adentro e está previsto para terminar às 3h da manhã já desta sexta-feira (22).

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