Quarta-feira, 24 de Julho de 2019
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'João Branco' mostra ansiedade sobre transferência e AM não está descartado, dizem fontes

Fontes da Polícia Federal de Roraima, onde o narcotraficante mais procurado do Amazonas está atualmente preso, revelam que autoridades priorizam seu encaminhamento a um presídio federal. Porém, indefinição sobre vaga coloca planos em xeque



1.jpg Documento de identidade falso apresentado por “João Branco” levantou suspeitas de agentes da Pf-RR, que efetuaram sua prisão
26/02/2016 às 15:46

Quase um dia depois de ser preso por agentes da Polícia Federal de Roraima, tentando entrar no Brasil pela fronteira com a Venezuela, o narcotraficante João Pinto Carioca, o "João Branco", ainda não sabe para qual presídio vai ser levado e demonstra ansiedade sobre notícias de sua transferência, revelaram fontes da PF-RR. O que ele mais pergunta, segundo testemunhas, é para onde vai ser levado. A questão, no entanto, ainda não está definida, e trazê-lo de volta a Manaus também não está descartado.

O destino mais provável é a Penitenciária Federal de Catanduvas, no estado do Paraná, por onde outros criminosos ligados à facção Família do Norte (FDN, da qual João Branco seria um dos líderes) já acumulam passagens. Porém, a transferência de João para o local depende de vaga disponível na penitenciária. Fontes da PF-RR indicam que as duas principais linhas de trabalho agora são: mandá-lo para um presídio federal ou para a capital amazonense.

A informação sobre Catanduvas foi confirmada na tarde desta quinta-feira (25) por Mauro Spósito, policial federal ex-superintendente do órgão no Amazonas, atualmente assessor especial da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). Segundo ele, existia uma vaga livre para detenção em Catanduvas há cerca de 3 meses, quando a operação La Muralla foi deflagrada pela PF no Amazonas - quando diversos "xerifes" e "gerentes" da FDN foram presos e transferidos. Porém, por ter se passado este tempo, ainda não se sabe se o presídio continua apto a receber o detento. Eles ainda aguardam retorno das autoridades paranaenses.

Ainda nesta quinta-feira, o secretário da Secretária de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio, disse que nas unidades prisionais não houve nenhuma manifestação aparente depois da notícia da prisão de João Branco.  

PF foi 'safa' na barreira

Em Pacaraima, município roraimense fronteiriço com a Venezuela, local onde João Branco e mais três homens, apontados como seus "batedores", foram presos, há dois postos de fiscalização para quem entra no País. Um deles é da Sefaz e o outro da Polícia Federal.

Informações preliminares apontam que a PF já tivesse informações sobre a vinda de João Branco ao Brasil, pois "coincidentemente", nesta quinta-feira, eles estavam auxiliando na fiscalização do posto da Sefaz, ao invés de estarem em seu posto fixo, pouco mais a frente.

Segundo testemunhas, os três batedores foram na frente e, consequentemente, foram detidos primeiros, a princípio como suspeitos. Logo em seguida surgiu João Branco, que foi questionado e preso junto com os comparsas.

São eles os ex-presidiários Alexandre de Oliveira Lemos, 35 (que, segundo a polícia, comandava pelo menos dez bocas de fumo nos bairros Zumbi,  Grande Vitória e Jorge Teixeira, na Zona Leste de Manaus);  Makysoniel Nogueira Braga, 31 (preso em 2010 por tentativa de homicídio e porte ilegal de armas depois de terem disparado sete tiros contra Tiago Alves e o policial civil Ado Evangelista dos Santos Nascimento); e Antônio Oliveira Oliveira, 22.

Alexandre e Makisoniel são naturais de Manacapuru. De acordo com as investigações feitas pela Polícia Civil, no município, os narcotraficantes possuíam uma base, na estrada AM-070, nas proximidades do balneário Miriti, onde funcionava uma espécie de restaurante, e foi nesse local que foi planejado a morte do delegado Oscar Cardoso, conforme depoimento do empresário Mário Jorge Nobre de Albuquerque, preso dias após a morte do delegado.


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