Domingo, 18 de Agosto de 2019
OPÇÃO

Joaquim Barbosa declara voto em Haddad e faz críticas a Bolsonaro

Ex-ministro do STF disse que manipulação envolvendo seu nome na ação do Mensalão vem sendo feita por Bolsonaro: 'é falso o que ele vem dizendo'



000_1462QD_56A3764C-A5C9-4C66-8B39-8EBABC2CF05D.jpg (Foto: AFP)
27/10/2018 às 12:44

Relator do caso 'Mensalão', o primeiro grande escândalo de corrupção do período em que o PT esteve à frente da Presidência da República,  o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, declarou voto em Fernando Haddad (PT) no segundo turno destas eleições.

A declaração foi dada por meio do Twitter oficial do ex-ministro do STF, que é filiado ao PSB e cogitou candidatar-se à Presidência da República este ano.  Ele afirmou que sua decisão era racional e, sem citar Bolsonaro, disse que "um candidato inspirava medo".

Barbosa e Haddad tiveram um encontro ao final do primeiro turno, quando esperava-se que o apoio fosse declarado. O ex-ministro, no entanto, preferiu manter-se em silêncio e deixou para a véspera da eleição para finalmente manifestar seu voto.

"Votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa. Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei   em Fernando Haddad", afirmou ele.

Cerca de três horas após o primeiro tweet, Barbosa voltou às redes sociais para afirmar que vinha ignorando, até a data de hoje, o uso de seu nome na campanha por um dos candidatos.   Bolsonaro vinha afirmando, e o fez novamente hoje, que  Joaquim Barbosa disse que ele teria sido o único parlamentar a não ter sido comprado pelo PT. "Faço um esclarecimento público para desmentir uma manipulação que vem sendo feita ao longo desta triste campanha eleitoral. Até a data de hoje eu ignorei completamente o uso do meu nome na campanha por um dos candidatos. Mudei de ideia porque hoje reiterou-se a manipulação. A manipulação foi reiterada em resposta ao exercício, por mim, da liberdade de dizer em quem vou votar amanhã", afirmou ele.   

"Desde 2014 jamais emiti opinião sobre a conhecida Ação Penal 470. Mudei de atividade profissional. Virei a página. Mas vou esclarecer às pessoas sem conhecimento técnico o seguinte: 1) a AP 470 envolvia sobretudo líderes e presidentes de partidos. Bolsonaro não era líder nem presidente de partido. Ele não fazia parte do processo do Mensalão. Só se julga quem é parte no processo. Portanto, eu jamais poderia tê-lo absolvido ou exonerado. Ou julgado. É falso, portanto, o que ele vem dizendo por aí", sustentou Barbosa. 

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