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Cotidiano
Interação

Jogo em equipe motiva jovens a se tornarem verdadeiros empreendedores sociais

O “X-Lab” é uma espécie de jogo que ativa e desafia comunidades jovens e criativas a transformarem a si mesmas e ao mundo ao seu redor 04/05/2016 às 00:26 - Atualizado em 04/05/2016 às 14:19
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Formar empreendedores sociais muda as sociedades, diz criador do X-Lab / Foto: Antonio Menezes
Silane Souza Manaus (AM)

“Mudar o mundo brincando”, essa é a proposta da “Live Lab”, uma Organização Não Governamental (ONG), com o “X-Lab”, uma espécie de jogo que ativa e desafia comunidades jovens, criativas e motivadas a transformarem a si mesmas e ao mundo ao seu redor.

A metodologia utilizada cria empreendedores sociais e educadores de forma lúdica, uma vez que é toda baseada em “games” e une o poder do coletivo e o prazer de jogar. De acordo com o empreendedor social Edgard Gouveia, a ideia é criar e potencializar comunidades criativas e empreendedoras para transformarem o mundo de um jeito divertido, rápido e sem botar a mão no bolso. “O X-Lab é um jogo que desafia jovens do Brasil inteiro a brincar de super herois. Eles se juntam para realizar uma missão impossível – reformar a escola da comunidade, criar uma praça ou um playground, enfim, qualquer sonho comunitário – em até seis meses”, afirmou.

Para isso, conforme Gouveia, o grupo de jovens tem que mobilizar o seu bairro, algumas ONG’s, os amigos e toda a tecnologia já disponível para os ajudar a realizar essa missão. “A gente percebeu que os jovens quando estão juntos são capazes de fazer muita coisa poderosa e rápida. Eles têm esse poder de mudar a sociedade e despertar a comunidade a fazer numa espécie de mutirão o que o governo não está fazendo. Nós não precisamos ficar esperando só pelo governo para mudar nossas vidas”, enfatizou.

No entanto, Edgard Gouveia salientou que tudo tem que ser uma brincadeira porque não é justo dar na mão de jovens a responsabilidade da sociedade. A gincana tem que ser divertida, mas na brincadeira esses empreendedores sociais vão aprender muita coisa, conhecer gente nova e entender o poder que ele tem de se organizar e de mobilizar pessoas. “Esses jovens são treinados para ser agentes de mudança. Usamos o poder do vídeo game para fazer com que esses jovens que querem mudar o mundo façam coisas boas para a comunidade”.

Atualmente, há quatro times (em Manaus, Florianópolis, Minas Gerais e Porto Alegre), sendo treinados pelo Live Lab. Os grupos fazem parte de um projeto piloto do X-Lab que está sendo desenvolvido no Brasil. Com isso, o Live Lab visa reunir grupos potenciais e oferecer metodologias e estratégias, atuando como uma franqueadora social que fomenta e fornece suporte para as unidades franqueadas (LABs), até  estes atingirem a independência e se tornarem verdadeiramente transformadores. “O X-Lab ainda é novo, mas já trabalha com o jogo Oasis há muito tempo”, disse Gouveia.

O jogo Oasis é uma ferramenta de apoio à mobilização cidadã para a realização de sonhos coletivos. Composto por jogadores e comunidade, o jogo considera uma definição ampla de comunidade que envolve diversos atores, como moradores, ONGs, governo local, lideranças e empresas. Concebido para ser de uso livre e praticado de forma totalmente cooperativa, para que todos, juntos, realizem algo em comum, o Oasis propõe regras que permitem a vitória de todos, sem exceção.

Grupo de Manaus é o mais avançado

O empreendedor social Edgard Gouveia está na capital amazonense para participar de diversos eventos, entre eles, com o grupo de jovens empreendedores sociais que fazem parte do X-Lab Manaus.  Dos quatros times que fazem parte do projeto piloto da Live Lab, o da capital é o mais avançado, conforme Gouveia.

“Eles estão muito adiantados. A primeira missão é montar o time, a segunda é conseguir um quartel general, local onde eles vão desenvolver os projetos sociais e a terceira é pôr em prática o projeto social escolhido. Eles já estão começando a terceira missão, enquanto os demais grupos estão na segunda, que leva três meses para ser concluída”, disse.

Com isso, o grupo teve o direito a uma imersão, onde participam de uma série de atividades com Gouveia. Ele passará cinco dias treinando esses jovens para serem empreendedores sociais conforme a metodologia do X-Lab. “É possível fazer empreendedorismo social na Amazônia e nós escolhemos pessoas da própria região para fazer isso porque elas conhecem muito bem à realidade local, seus problemas e suas qualidades”, frisou.

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