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José Melo diz que fará ‘ajustes’ em secretarias de seu governo

Uma das medidas cogitadas é a recriação da Secretaria de Governo, pasta cotada para Evandro Melo,  irmão do governador 28/11/2014 às 22:24
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Melo promete ajustes em seu governo
Raphael Lobato ---

O governador José Melo (Pros) minimizou, ontem, as especulações em torno da reforma administrativa, primeira medida anunciada após a reeleição. Segundo ele, as mudanças que iniciarão a partir de dezembro não serão uma “reforma na concepção do termo”, mas sim “ajustes”. No governo, a mudança mais esperada é a entrada de Evandro Melo, irmão do governador  e ex-secretário, que coordena o desenho das futuras modificações.

“A partir do momento em que me transformei em candidato, eu já comecei a formular o que seria, é, digamos assim, que não seria uma reforma na concepção do termo. Ela será um ajuste em cima de um modelo (...). O mais forte dessa mudança é que precisamos trabalhar com um Estado menor do que está hoje”, disse ontem o governador, durante a inauguração de um shopping na Zona Norte.

A sinalização de José Melo já havia sido antecipada à bancada aliada durante um almoço realizado no início deste mês, quando o governador disse que o índice de aprovação do governo Omar “apontava o sucesso da atual equipe”. Governistas receberam a declaração como um sinal de que não haverá radicais mudanças. “Será um governo, primordialmente, de continuidade”, disse Tony Medeiros (PSL), derrotado na disputa pela reeleição e cotado para integrar a equipe de José Melo. 

O consenso entre aliados é de que a entrada de Evandro Melo estará entre os primeiros anúncios do próximo mês. Interlocutores acreditam que o irmão do governador não deverá ocupar um posto menor do que a Secretaria de Governo (Segov), função que já que exerceu na pré-campanha. O cotado foi a primeira nomeação feita por José Melo após ser empossado, em abril passado.

O avanço das articulações do blocão de oposição na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) acendeu o alerta vermelho no governo para o fortalecimento do diálogo com a base aliada, reforçando a necessidade retirar a Segov de dentro da Casa Civil, pastas acumuladas por Raul Zaidan. As secretarias estão anexadas  desde o fim do ano passado.

Para não ficar subordinado à Zaidan, Evandro Melo comandou a pasta de dentro de uma das secretarias extraordinárias do governo. “A Segov não vai poder brincar em serviço com esse cenário”, disse um parlamentar da base, referindo-se ao grupo liderado pelo senador Eduardo Braga (PMDB).

Após ter coordenado a ação de aliados na campanha de José Melo no interior do Estado, Evandro foi escalado, no início deste mês, para produzir os primeiros desenhos das mudanças pedidas pelo governador. Despachando de seu escritório particular, Evandro não tem adiantado informações.

Um dos primeiros convidados por José Melo para integrar a equipe foi o deputado líder do governo na ALE-AM, Sidney Leite (Pros). O parlamentar foi convidado para ocupar a pasta de Produção Rural (Sepror), antes dirigida pelo PCdoB, mas resiste em aceitar o convite. Sidney quer o apoio de Melo na disputa pela presidência da casa. 

Blog: Sidney Leite deputado, líder do governo na ALE-AM

O que o governador tem dito é que esse será um governo de continuidade. O governo Omar acumulou muitas conquistas, portanto é um modelo de sucesso.   O governador José Melo ainda não discutiu isso amplamente conosco, agora é tempo dele  estudar as mudanças junto à equipe. Por enquanto, estamos aguardando as orientações dele. Agora, em relação a isso (blocão), eu sou o líder do governo e estou sempre à disposição para o diálogo. Nunca descartamos conversar com ninguém e é isso que faremos. Agora, os dois lados precisam querer conversar. Acredito que temos parlamentares muito responsáveis, de muito bom senso, que saberão  agir com integridade. Esse é o mesmo governo, portanto, a abertura ao diálogo que já é conhecida não mudará”.

Em números

51 É  número de pastas mantidas pelo atual governo, incluindo  secretarias (24), autarquias (12), empresas públicas (7) e fundações públicas (8). Gastos com “pessoal e encargos” já somam R$ 6,5 bilhões neste ano.

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