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José Melo diz que vai recorrer da cassação no Supremo Tribunal

Por volta das 9h45, um homem ainda não identificado atirou notas falsas em José Melo em um ato de protesto, na Assembleia Legislativa, gritando: 'Pega teu dinheiro, Melo comprador de votos!' 01/02/2016 às 12:18
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Leitura da Mensagem Governamental 2016 na ALE-AM
Janaína Andrade Manaus (AM)

Questionado sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AM) que cassou no dia 25 de Janeiro seu mandato, pelo crime de compra de votos, Melo afirmou que "é primordial o direito a defesa" e que, se necessário, irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assegurar o seu mandato.

"Respeito a decisão da Corte, que decide como achar conveniente. Mas, irei recorrer a todas as instâncias. Houve cerceamento da defesa. Eu irei até o STF",  afirmou.

Melo ao chegar na ALE-AM (Foto: Euzivaldo Queiroz)

A declaração do governador foi dada durante coletiva de imprensa antes do início da leitura da Mensagem Governamental, que ocorre na manhã desta segunda-feira (1º) na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM).

"Nem eu, nem ninguém  Pode contestar uma decisão judicial",  reforçou. 

O chefe do Executivo disse que hoje seus advogados estão tendo acesso ao conteúdo integral do acórdão,  que contém a decisão do TRE/AM.

"Neste acórdão estará os argumentos dos magistrados extra autos e a minha defesa,  a partir deste documento, irá apresentar recursos".

Ao fim da coletiva, um homem ainda não identificado atirou notas falsas de R$ 100 que estampavam o rosto do governador e gritou: "Pega teu dinheiro, Melo comprador de votos!".

O homem foi levado por policiais. Sobre o protesto, Melo disse que defende manifestações pacíficas. "Não aceito desrespeito. Mas todos sabemos o movimento que está aí por trás", disse.

Notas falsas utilizadas durante o protesto nesta manhã na ALE (Foto: Lucas Jardim)

Confira o que disse Melo após o protesto:

É boa essa manifestação porque permite que a gente diga o seguinte: sou por natureza um professor. A vida toda eu ensinei aos meus alunos a democracia, a democracia responsável. A democracia aceita tudo, só não aceita desrespeito. Isso não é democracia, é uma coisa que na língua portuguesa não tem abrigo. Portanto, se essa manifestação fosse ordeira, de forma respeitosa [inaudível]. agora, como ela não é. É algo que vem, todos vocês sabem, do movimento que está aí por trás, mas eu confio naquele lá de cima.  

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