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Cotidiano
APURAÇÕES

José Melo é contra a CPI da Afeam, mas quer que deputados investiguem Braga

"Uma CPI não pode ser só para o mucuim, tem que ser para o elefante, para o veado, para o caititu, para todo mundo", afirmou ele, em programa de rádio 23/11/2016 às 12:04 - Atualizado em 23/11/2016 às 15:15
Show encontro governadores bras lia
Governador está em Brasília e afirma ter obtido sucesso na busca por recursos para o Estado (Foto: Divulgação)
acritica.com Manaus (AM)

Cumprindo agenda oficial em Brasília até esta quinta-feira, o governador José Melo criticou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), definida ontem,  para investigar as denúncias de má aplicação dos recursos da Agência de Desenvolvimento e Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) .

Em declarações a uma rádio de Manaus, o governador afirmou que é contrário à CPI porque o objeto de investigação já está sendo apurado em outras esferas.  O TCE requereu o bloqueio de bens do então diretor-presidente do órgão, Evandor Geber Filho, após a descoberta de uma aplicação de R$ 20 milhões feitos pela agência na empresa Transexpert Vigilância e Transporte de Valores, sediada no Estado do Rio de Janeiro. A Polícia Federal (PF) suspeita que a empresa era usada por uma organização criminosa para lavagem de dinheiro.

"Esse ajunto já está judicializado. O Ministério Público de Contas, o Ministério Público do Estado já tomaram suas decisões, o governador também tomou sua decisão e tudo está sendo apurado. Se a Assembleia quiser apurar também, paciência, mas seria uma carona de um assunto que já está sendo tratado pelas esferas mais variáveis", disse ele.

Com a CPI já instalada, com a assinatura de oito deputados, ele cobrou que a investigação chegue também aos seus antecessores, citando nominalmente o ex-governador e atual Senador da República, Eduardo Braga. "Vamos colocar desde a época do governador Eduardo Braga, com aqueles empréstimos horrorosos que foram feitos. Uma CPI não pode ser só para o mucuim, tem que ser para o elefante, para o veado, para o caititu, para todo mundo", declarou ele.

Melo, que afastou Evandor Geber Filho , o diretor de crédito, Marcos Paulo Araújo Vale, e o diretor de administração Arthur de Brito Cavalcante, afirmou que sempre irá afastar aqueles que forem alvos de denúncias. "Farei isso em qualquer outra área que isso acontecer. O País mudou e o gestor público tem que tomar decisões que estejam em consonância com o que está acontecendo País afora".

Recursos

O governador afirmou que, na viagem a Brasília, já garantiu R$ 600 milhões em recursos para o Amazonas, e espera receber ainda mais cerca de R$ 135 milhões via Governo Federal, após acordo entre o Presidente Michel Temer e os governadores.

A maior parte dos recursos vem de empréstimos do Banco do Brasil. Segundo ele, os R$ 300 milhões obtidos junto ao banco serão divididos entre Manaus e interior do Estado. Metade do valor será aplicado na capital e o restante no que o governador chamou de "matriz econômica ambiental". Segundo ele, está matriz consiste em um projeto de criação de peixes em cativeiro e fruticultura.

Melo afirmou ainda que o Amazonas está entre os três estados com maior equilíbrio fiscal do País e que, por conta disso, teve acesso a outros R$ 300 milhões. Ele não especificou a origem do valor, que ele tratou como prêmio, mas disse que o valor será investido na duplicação da rodovia AM-010, no trecho entre Manaus e Rio Preto da Eva. "Vamos fazer a licitação para duplicá-la e trabalhar as viscinais que ficam nesse trecho, porque vamos implantar esse mega projeto de criação de peixes e fruticultura", explicou o governador, ressaltando que os projetos acontecerão neste trecho da AM-010 e na região do Manaquiri, Careiro do Várzea, Careiro Castanho e Autazes.  

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