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José Melo vai propor a presidente Dilma transposição do Rio Amazonas

Governador diz a secretários que sugerirá à presidente da República levar água da foz do Rio Amazonas para o Nordeste 23/03/2015 às 19:26
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Presidente Dilma Rousseff e governador José Melo, em reunião em Brasília no primeiro semestre de 2014
Luciano Falbo ---

Em um almoço informal com secretários e jornalistas na tarde de ontem na sede da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), o governador José Melo (Pros) revelou que pretende levar à presidente Dilma Rousseff (PT) uma proposta de transportar água da foz do Rio Amazonas para o semiárido nordestino. O governador também revelou que quer sensibilizar a presidente para o potencial de piscicultura que tem o Amazonas. Na edição de ontem, A CRÍTICA mostrou que  José Melo pretende se reunir com Dilma Rousseff nos primeiros dias do ano que vem.

Segundo o governador, “os ricos sentiram na pele” o problema da falta de água, ao se referir à crise que o Estado de São Paulo passa com escassez do recurso em suas fontes. Para José Melo, o País acordou para a questão da falta de água. O governador disse acreditar que  a transposição deve secar o Rio São Francisco em cerca de 50 anos.

José Melo disse que a água do Rio Amazonas vai para o mar e que não há nenhuma comprovação científica de que a retirada da água doce faça alguma interferência na natureza.  O governador citou a construção de um oleoduto de milhares de quilômetros na Sibéria como exemplo da viabilidade da proposta.      “Se  eu fosse a  Dilma, investiria na ideia”, disse Melo.

O governador também disse que para o futuro a psicultura é a saída mundial para a produção de proteínas e que a Região Norte é estratégica nesse quesito.  “Ao invés de ela (Dilma) dizer que o Amazonas é o maior produtor de celular, ela poderá dizer que é o maior produtor de proteína de peixes do mundo. Vou levar essas ideias para ela”, disse. “Vou colocar no ouvido dela essas minhas loucuras”, brincou.

Em 2015, o governador disse que investirá fortemente, “com dinheiro do tesouro”, no setor. O gestor revelou que tem a intenção de investir em enlatados de peixe. “Assim agregamos valor. Temos mercado mundial, exportação”, afirmou. Melo disse que 80% da produção será do produtor e 20% será recolhido pelo governo, que usará os recursos para programas sociais e enviar uma parte para o nordeste. “Lá ainda existe criança correndo atrás de calango para comer”, disse.


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