Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
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José Ricardo se lança como candidato à presidência da Aleam

O petista oficializou a candidatura apesar de deputados governistas confirmarem que irão reeleger Josué Neto (PSD)



1.jpg Ele apresentou 13 propostas que o fizeram optar por seguir em frente com a oficialização da candidatura
31/01/2015 às 09:30

Apesar de deputados governistas confirmarem que irão reeleger Josué Neto (PSD) ao cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), neste domingo (1º), José Ricardo Wendling (PT) anunciou a oficialização da candidatura dele. Nesta sexta-feira (30), ele informou os motivos da decisão e apresentou as propostas que pretende colocar em prática, caso seja eleito para o cargo.

“Estou informando que vou inscrever o meu nome para este cargo. Primeiro, por uma Assembleia que trabalhe com participação popular, autonomia em relação ao Poder Executivo. Segunda razão, por não concordar com escândalos sobre as obras superfaturadas na Assembleia, onde o principal envolvido continua disputando o cargo de corregedor/ouvidor da mesa-diretora”, disse.

No total, o petista apresentou 13 propostas que o fizeram optar por seguir em frente com a oficialização da candidatura. Entre elas, voltar a fiscalizar o governo, melhorar os mecanismos de controle e transparência, e realizar novos concursos públicos. “Queremos acabar com o apadrinhamento político. Uma coisa é o parlamentar com a sua assessoria, outra é o funcionamento do Poder Legislativo”, ressaltou.

Wendling ainda criticou o fato de algumas comissões quase não realizarem reuniões ou audiências públicas para discussão de projetos antes da votação, inclusive, sobre o orçamento do Estado. O oposicionista também propõe o fim do “voto por declaração”. “Isso é uma coisa vergonhosa. Deputado assina em favor de tudo que for votado e vai embora. É uma coisa absurda, que temos que mudar no regimento”, enfatizou.

Sobre a liderança do Partido dos Trabalhadores na ALE-AM, o deputado disse que ainda tem tal responsabilidade. “Não teve nenhuma mudança por hora. A liderança, nesse caso, ela é definida pelos parlamentares. O deputado Sinésio e eu não discutimos essa questão ainda. Pode mudar, fizemos um revezamento na legislatura que termina agora. Devemos conversar e entrar em um entendimento. Somos só nós dois”, disse.

Articulação

José Ricardo também revelou ter conversado com alguns parlamentares em busca de apoio, como Luiz Castro (PPS), Dermilson Chagas (PDT) e Alessandra Campelo (PC do B). Com exceção do primeiro, que deverá se posicionar sobre a escolha hoje, os outros confirmaram apoio à reeleição de Josué Neto. “É mais natural pelo histórico do trabalho que ele vem fazendo”, afirmou o segundo. “Concordo com as propostas dele”, declarou a única mulher da Casa.

Aliás, como única representante feminina, Alessandra demonstrou descontentamento por não ter um cargo na mesa-diretora, que deverá ser composta ainda por: Belarmino Lins (PMDB), na vice-presidência; David Almeida (PSD) e Bi Garcia (PSDB), para a 2° e 3 ° vice-presidências, respectivamente; Abdala Fraxe (PTN) para secretário-geral; Sabá Reis (PR) e Adjuto Afonso (PP) para 1° e 2° secretário; e Ricardo Nicolau (PSD) para ouvidor/corregedor.

Vetada

Única mulher entre os 24 parlamentares eleitos da ALE-AM, a deputada estadual Alessandra Campelo (PCdoB), tachou de retrocesso os deputados governistas terem vetado o nome dela para um posto na Mesa Diretora que será eleita amanhã.

“Tentei negociar com a chapa que está sendo formada e acho um retrocesso não ter uma mulher. Demonstrei a minha insatisfação, mas vou lutar para ter espaço na fiscalização dos serviços públicos. A saúde da mulher será a minha prioridade, pois ainda tem muitas mulheres no interior com dificuldade de acesso a exames importantes, como preventivo e ultrassonografia”, ressaltou Alessandra.

Na legislatura que se encerra hoje, a ALE-AM contou com a presença de duas deputadas: Conceição Sampaio-PP (eleita deputada federal) e Vera Lúcia Castelo Branco (PTB), que não conseguiu se reeleger.

Alessandra fez campanha em 2014 para o segundo colocado nas eleições para o governo, o ministro de Minas e Energia Eduardo Braga (PMDB). Ela foi secretária estadual de Esporte do atual governo até o primeiro semestre de 2014. Quando o ex-governador Omar Aziz (PSD) renunciou para concorrer ao Senado, Alessandra e o PCdoB entregaram os cargos.





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