Sábado, 19 de Outubro de 2019
Educação

Jovens amazonenses da rede pública e privada fazem curso de verão nos EUA

Alunos da rede pública e privada vão passar uma temporada nos Estados Unidos para o “Curso de Verão”. Muitos deles se preparam por anos até a realização do sonho, como é o caso do estudante Samuel Natal



states.JPG Universidades americanas não se importam se o aluno é de escola pública ou particular / Fotos: Reprodução/Yale University
10/07/2016 às 14:09

Quinze amazonenses embarcaram para o curso de verão (summer) nas universidades americanas Yale, Brown, Wisconsin, Duke e California College of Arts. Entre eles, há um jovem de 16 anos que estudou em escola pública, se destacou por ter ganhado bolsa de 80% na Universidade de Yale, situada em New Haven, Connecticut, considerada uma das melhores do mundo.  O curso iniciou na última sexta-feira (8).

Samuel Natal Rodrigues é ex-aluno da Escola Estadual Waldocke Fricke de Lyra, onde segundo ele, teve a oportunidade de melhorar o currículo enquanto estudante. “Pude demonstrar liderança quando me tornei comandante da patrulha estudantil e Capitão-Aluno”, conta Samuel, que se prepara para ingressar em uma universidade americana desde o 7º ano. 



“No final do 1° ano começou a ficar bem mais sério, que foi quando comecei a estudar para as provas”, comenta. Para ele, a experiência no curso de verão é uma espécie de preparatório para começar um curso universitário em Yale. Todos os anos, ao menos 20 amazonenses embarcam para fazer universidade nos Estados Unidos.

“Eu fiquei muito animado com o programa principalmente porque é na minha universidade dos sonhos: Yale University. Vou poder ter aulas de memória com um PhD em Neurociência e aulas com pesquisadores incríveis, tudo isso vivenciando a cultura de morar na faculdade, fazer as refeições e estudar na biblioteca em Yale. Meu plano é melhorar minhas notas nas provas e construir um bom currículo para, no futuro, ingressar em Yale para a faculdade também”.


Samuel Natal (de blusa branca) ganhou bolsa de 80% para fazer o curso na Yale University / Foto: Divulgação/Applay

Aos 16 anos o jovem já concluiu o Ensino Médio. Para quem tem o mesmo sonho, ele aconselha que persista.

“Eu diria pra não deixar as estatísticas te botarem pra baixo. Pode parecer difícil, mas quando você coloca todo o seu coração nisso, se torna fácil. Fiquei muito assustado quando vi que concorri com 18 mil candidatos, com taxa de aceitação de 7,5%. Mas se tivesse me deixado desistir por conta disso, não teria conseguido passar no programa. Não olhe para os outros, foque em fazer o seu trabalho da melhor forma possível, uma das vagas é a sua”.

Filho de uma policial militar e de um funcionário de uma companhia aérea, Samuel fez o Enem quando estava no 2º ano e foi aprovado em Ciências Biológicas na Universidade Estadual do Amazonas. Ele também ganhou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia.

Universidade

A Universidade de Yale, onde Samuel fará o Summer entre os dias 8 e 21 de julho, aparece nos rankings como uma das 10 melhores do mundo. Yale formou numerosos laureados dos Prêmios Nobel, juízes do Supremo Tribunal norte-americano e presidentes dos Estados Unidos, incluindo William Howard Taft, Gerald Ford, George H. W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush.

Vontade de fazer a diferença

Samuel Natal contou com o apoio da Apply, empresa de consultoria amazonense que prepara jovens de todo o Brasil para admissão em universidades norte-americanas.  Gerente da Apply, Mateus Benarrós contou que todos os anos pelo menos 20 amazonenses embarcaram para fazer um curso em uma universidade americana. “A maioria dos nossos alunos conseguem bolsas. De 2014 a 2015, foram R$ 2 milhões em bolsas. E do ano passado para este ano já foram R$ 3 milhões para alunos amazonenses”.

Segundo Mateus, as universidades americanas não se preocupam se o aluno estudou em escola pública ou particular, e sim o objetivo onde ele quer chegar. “As universidades estão preocupadas até onde o aluno vai querer chegar. O que ele vai querer fazer de diferente na vida dele. O importante é demonstrar vontade de fazer a diferença e o Samuel demonstra muita vontade de fazer alguma coisa”.

Dos motivos para estudar numa universidade norte-americana, a empresa cita o alto nível da educação, o contato com uma diferente cultura, o enriquecimento pessoal e profissional e a preparação para o mercado global.


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