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Jovens brasileiros são mais otimistas e ligados à carreira, revela pesquisa

A "Pesquisa Global Millenium", divulgada nesta segunda-feira (13), na Futurecom 2014, em São Paulo, mostrou que jovens latinos são mais otimistas e empreendedores que norte americanos e europeus 13/10/2014 às 20:24
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Diretor da Telefónica, Carlos López Blanco, comentou a pesquisa na Futurecom
Lucas Jardim* São Paulo (SP)

Otimismo e empreendedorismo são as qualidades que definem os jovens latino-americanos, e mais ainda o brasileiro. A constatação é fruto da "Pesquisa Global Millenium", um estudo feito pela empresa de telecomunicações Telefónica, divulgada nesta segunda-feira (13), na Futecom 2014, o maior evento de telecomunicações e tecnologia da América. O objetivo dessa pesquisa é entender e dar melhor suporte a jovens entre 18 e 30 anos , os chamados “millenials”, que, com suas posturas inovadoras e sua relação singular com a dinâmica trabalhista e as tecnologias emergentes, estão mudando mercados e políticas mundo afora.

“Eu pessoalmente acho que vocês [millenials] são a geração mais incompreendida no planeta Terra, pois estamos todos aqui tentando entender vocês e parece que estamos fazendo errado”, disse Alec Ross, ex-conselheiro sênior de inovação da secretária de Estado norte-americana Hilary Clinton, ao uma plateia cheia deles, bem como empresários do setor de comunicações, reunida no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Satisfação e otimismo

Incompreendidos ou não, o estudo constatou que, de modo geral, os millenials brasileiros são satisfeitos com o presente (87% dos participantes brazucas deu essa resposta) e particularmente otimistas quanto ao futuro (61% dos entrevistados se disse muito otimista e outros 33% se disse um pouco otimista).

Esses números, além de representarem o maior grau de positividade do mundo, também mostram um millenial longe da eterna marra que parte da grande mídia insiste em associar ao demográfico, bem como estabelecem uma diferença chave entre esses millenials e os de países europeus e dos Estados Unidos, que, de modo geral, responderam a pesquisa em termos menos animadores.

Vontade de empreender

Além disso, perguntados como gostariam de estar daqui a 10 anos, 26% dos latino-americanos entrevistados responderam que gostariam de ter o próprio negócio, contra apenas 8% dos norte-americanos e 6% dos europeus. Isso advém, dentre outras coisas, do foco que os millenials têm em suas carreiras: segundo a pesquisa, “ter um emprego estável com um bom salário”, por exemplo, aparece como sonho de consumo de 43% dos entrevistados no mundo todo, batendo sonhos de gerações antigas como ter uma casa, sonho de apenas 17% dos jovens de hoje, ter filhos (8%) e vontade de casar, desejo de apenas 7% de millenials.

No entanto, isso também reflete o impacto que o millenial implica nas suas próprias ações: para 51% deles, sua trajetória pode gerar, em algum nível, um impacto positivo global.

Para Carlos López Blanco, diretor global de assuntos públicos e regulatórios da Telefónica, “apesar de enfrentar circunstâncias econômicas difíceis e inúmeros problemas, como desemprego e corrupção, os millenials são otimistas e o poder da tecnologia está totalmente integrado à vida deles”.

Olhar para além do próprio umbigo é uma característica do grupo que impressiona o diretor espanhol: “O foco deles é construir carreiras de sucesso, mas são igualmente determinados a ver formas mais abrangentes de mudanças sociais positivas, então, vamos ajudar os millenials a se tornarem uma força positiva de mudança”, conclui.

*O repórter viajou a convite da Telefónica Vivo

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