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Jovens empresários abrem mão de carreiras em busca de novos caminhos, em Manaus

Empreendedores jovens “jogam tudo para o alto” e investem em negócios próprios, que possam unir bons lucros e personalidade, respectivamente 25/10/2014 às 14:09
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Após sucesso com peixaria, os irmãos Marcel Paes Leme (à esq.) e Rodrigo Leme inovam com tapiocaria gourmet
Juliana Geraldo MANAUS-AM

Eles não têm nada contra assumir os negócios da família ou seguir a mesma profissão dos pais. Mas, mesmo com um leque de oportunidades à disposição, jovens empreendedores de Manaus resolveram trilhar o próprio caminho. Idealizando negócios que começaram ‘do zero’, eles começam a apresentar os frutos de suas escolhas, dando os primeiros e decisivos passos a caminho da independência.

Os irmãos Marcel e Rodrigo Paes Leme, que já comandam a peixaria Tambagrill, localizada na Avenida Ephigênio Salles, juntaram as forças mais uma vez para diversificar os negócios. Até novembro deste ano, eles devem inaugurar a “Tapiocaria”, que vai funcionar no mesmo endereço do Tambagrill, e servir aos clientes, a partir das 16h, o quitute regional nas versões tradicionais e gourmet.

O irmão mais velho, Marcel Leme, 28, conta que já esteve à frente de outros negócios, mas vislumbrou uma boa oportunidade no local, onde abriu a peixaria. Para ajudá-lo, chamou o irmão Rodrigo, que até então, se dedicava aos estudos de Direito e Administração. “Viemos de uma família de profissionais liberais, mas sempre tivemos esta veia empreendedora. Quando percebi que podia abrir algo legal nesse ponto comercial, abracei a ideia e trouxe o Rodrigo junto. Queríamos fazer algo que, desde o início, fosse nosso”, conta.

Identidade própria

Quem também optou por trilhar um novo caminho foram os amigos Raphael Grosso e Jorge Lobo. Junto com outro amigo, Raphael Takeda, eles se reuniram para fazer o plano de negócios e a pesquisa de mercado para o RJ Salon, uma barbearia diferenciada que inaugura na próxima semana. “Vamos oferecer drinks para os fregueses e canais de esporte, além de um atendimento de qualidade”, destaca Jorge.

Para Raphael Grosso, apesar dos obstáculos, como a dificuldade para encontrar mão de obra qualificada, a decisão do grupo de apostar no empreendimento foi motivada pelo desejo dos três amigos em constituir um negócio autêntico. “Cada um de nós já tinha outras ocupações, mas queríamos fazer algo que tivesse 100% a ‘nossa cara’, da concepção do projeto à execução”, explica.

Novos caminhos

Mais experiente no mercado, o empresário Marcelo Russo, 28, está há cinco anos à frente da Pad Blocos. Formado em Engenharia da Produção, ele também poderia ter optado por trabalhar na construtora da família, mas escolheu seguir um caminho independente. “Não tenho nada contra o negócio da família, mas até o momento, não combina com o que busco. Então, eu fui para a faculdade e, desde o primeiro período, trabalhei em fábricas do Distrito Industrial, com produção e logística”, lembra.

Ainda assim, ele não se sentia pleno e teve necessidade de tomar as próprias decisões. “Eu precisava abrir uma empresa. Queria administrar de forma mais livre. Então, comecei a bolar o plano. Em 2008, fiz uma pesquisa de mercado que apontou a boa fase da construção civil no Estado. Daí para frente, defini qual seria o produto e o público-alvo. Em 2009, eu estava no comando da Pad Blocos, que comercializa artefatos de concreto”, relata o empresário.

Para Marcelo, tomar a decisão de começar algo inteiramente seu ajudou na construção de uma personalidade empreendedora mais segura. “Eu comecei a trabalhar no ramo com 22 anos, ou seja, era muito jovem. Precisava compensar minha inexperiência com preparo técnico para não ser engolido pelo mercado”, acrescenta.

Para tanto, Marcelo fez cursos de capacitação e participou de feiras internacionais. “A independência é arriscada, mas prepara o jovem, não apenas para os negócios, mas para a vida”.

Diferencial nos negócios

O empresário Paulo Vitor Andrade, 23, adaptou um negócio de família e deu seu ‘toque’ à formatação do novo projeto. A aposta é na diversidade de produtos O jovem empresário, Paulo Vitor Andrade, 23, trilhou um percurso diferente. Ele começou trabalhando nos negócios da família, aos 16 anos, junto com o pai, Lenilson Ossami, e a irmã, Larissa Ramos.

Porém, há alguns meses, ele se viu em um dilema. Não queria deixar completamente o negócio da família, por ser tradicional e rentável. Mas, ao mesmo tempo, queria tentar algo novo. “ Foi quando eu tive a ideia de inaugurar uma nova unidade do Varejão Ossami, que já é conhecido em vários pontos da cidade, onde eu tivesse plenos poderes administrativos”, explica.

Segundo Paulo Vitor, a ideia de sua administração era implementar na nova unidade produtos diferenciados, dificilmente encontrados em Manaus. “Queríamos trazer pães, salames e todos os outros tipos de frios para Manaus e que antes poderiam ser encontrados apenas em grande centros urbanos, como São Paulo. Além disso, produtos light e diet dividem as prateleiras com itens convencionais”, comenta.

Paulo Vitor, que também cursa Direito, conta que, para conceber o empreendimento, foram necessários mais de quatro meses de dedicação exclusiva e muito planejamento. “É um processo árduo. Muitas vezes deixei de ter o tempo livre típico para uma pessoa da minha idade. Por outro lado, sei que é um investimento para o futuro. Se eu me estabelecer agora como empresário, terei uma vida mais tranquila depois”, conclui.

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