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Jovens investidores dão dicas para fazer o dinheiro render mais

Eles contam suas experiências para incentivar as pessoas que desejam investir o quanto antes, mas não sabem como 01/03/2015 às 16:29
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Isaltino Barbosa Neto, 25 (esq.) e Rodrigo Leite, 24 (dir.), são investidores que começaram cedo
Juliana Geraldo Manaus (AM)

Buscar independência financeira por meio do investimento em mercado de capitais. Assim como em ‘Pai Rico, Pai Pobre’, clássico da literatura financeira, este é o lema adotado por jovens, em Manaus. 

‘De olho’ em um futuro tranquilo, eles não esperaram pela maturidade e apostam seus recursos em investimentos variados. Ver o dinheiro render mais que a poupança e ainda poder reinvestir os ganhos em novos negócios é o grande objetivo deles.

Para incentivar as pessoas que desejam investir o quanto antes, mas não sabem como, A CRÍTICA conversou com dois Jovens investidores. Eles contam suas experiências e dão dicas valiosas. 

Um deles é Rodrigo Leite, 24. O empresário, que cuida de diversos negócios com a família, se interessou cedo pelo mundo do mercado de capitais “Com 19 anos, eu passei a procurar mais informações por conta própria. Então busquei livros, blogs e fiz cursos online”, recorda.

Após muita preparação, com 23 anos, Rodrigo resolveu que era a hora certa para potencializar seu ‘pé de meia’. “Nessa época, eu estava muito incomodado em guardar dinheiro. Eu queria mais rentabilidade e foi quando procurei uma instituição financeira”, conta.

O jovem empresário, então, transferiu seus recursos para diversos investimentos de renda fixa, modalidade que rende de acordo com a Selic, hoje fixada em 12,25%.

Na carteira de Rodrigo constavam inicialmente uma participação em fundos de investimentos, debêntures, Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Imobiliário (LCI), ente outros. 

“Já invisto há um ano e minha ideia é continuar investindo a longo prazo. Para quem está começando meu conselho é: invista. Quanto mais cedo melhor. Se informe, procure profissionais, arrisque-se, sempre respeitando o seu perfil de investidor”, ensina.

Diversificação

Para o servidor público e pequeno investidor Isaltino Barbosa Neto, 25, a principal dica é diversificar os investimentos. “No começo, investi em ações de uma empresa  que neste momento está desvalorizada. Se eu tivesse apostado tudo  nessa empresa, eu estaria em uma situação ruim agora”, exemplifica.

A estratégia do jovem incluiu deixar um pouco do recurso na poupança e investir o restante em modalidades variadas. “Se perder em um investimento, ganho em outro e no final compensa”, avalia.

Para Isaltino, não é preciso ter medo. “O jovem, em geral, acha investir arriscado ou caro. Não é. Pesquisar, conversar, começar com pequenos valores, testar. Garanto que, no futuro, vai valer a pena”, conclui.

Não deixe para depois

O consultor financeiro da Ação Investimentos, Felipe Talhari, acredita que investir é uma consequência da educação financeira. Para ele, o jovem deve, sim, começar cedo e pela poupança, para aprender guardar dinheiro. Se além de disciplinado, esse jovem for curioso e interessado pelo mercado financeiro, aí sim, deve se pensar em investimentos.

“Não existe um valor mínimo nem idade ideal. Mas para ter acesso a bons fundos de investimento, é necessário que a aplicação inicial seja de R$ 1 mil. Costumo dizer para os que estão começando, que guardem seu dinheiro na poupança até completar R$ 10 mil e aí iniciar os investimentos.Outra dica é não correr riscos no início. Investir em ações pode ficar para depois. No começo, é bom buscar fundos mais conservadores. Com experiência e cautela, a carteira pode ser modificada”, contou.

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