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Cotidiano
ATIVIDADES

Jovens ribeirinhos participam de projeto de conscientização no bairro Redenção

Os ribeirinhos conheceram o Igarapé do Gigante, no bairro Redenção, como parte das atividades do Intercâmbio Saberes promovido pela FAS 17/08/2017 às 09:05
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a visita ao bairro Redenção, os alunos conheceram o Programa de Revitalização Urbana Sustentável da Amazônia (REUSA) (Foto: Divulgação)
acritica.com Manaus (AM)

Para quem nasceu cercado pela beleza dos grande rios da floresta Amazônica, conhecer as águas da capital amazonense pode ser uma experiência chocante. Na última terça-feira (15), foi esse o sentimento dos 34 jovens ribeirinhos que que conheceram o Igarapé do Gigante, no bairro Redenção, como parte das atividades do Intercâmbio de Saberes promovido pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Samsung e pela Secretaria de Estado da Educação e Qualidade de Ensino (Seduc-AM). 

“Eu pensava que as pessoas na cidade tinham uma consciência maior e que o Igarapé do Gigante fosse um lugar limpo, mas o cheiro é terrível, é muito sujo. Foi chocante”, comenta Thaimy Praia, 17 anos, da comunidade de Punã, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, a 632 km de Manaus.

Thaimy é líder de um grupo de reciclagem na comunidade onde mora e veio para Manaus para participar pela primeira vez do Intercâmbio de Saberes, que visa a formação de lideranças jovens por meio do engajamento entorno da conservação ambiental e da melhoria da qualidade de vida nas comunidades e reservas em que eles vivem.

“A intenção dessa visita foi promover um intercâmbio entre duas realidades muito distintas. Os meninos todos moram na beira de rios, mas o deles está limpo e o da Redenção está poluído. Eles puderam ver esse contraste de realidades,  conversar com as lideranças locais e perceber o quanto é importante cuidar dos rios onde vivem”, comenta Laura Candelária, Coordenadora do Intercâmbio de Saberes da FAS.

Na visita ao bairro Redenção, os alunos conheceram o Programa de Revitalização Urbana Sustentável da Amazônia (REUSA), e conversaram com as líderes do projeto RIP RAP Arte, como a D. Maria Cristina Pereira, que realizam ações de revitalização do Igarapé. 

“Elas nos contaram a história do Igarapé do Gigante, de como ele era limpo, tinha peixes e pássaros cantavam por aqui, igualzinho é hoje o Rio Aripuanã, onde eu moro. E pode ser que hoje eu esteja vivendo a mesma história que elas, e isso me dá medo”, comenta Elias Capistrano, 14 anos, vindo da comunidade de Boa Frente, na RDS do Juma.

Para Elias, conversar com as líderes do projeto permitirá levar uma mensagem de consciência para os moradores da região onde vive.

“Muitas pessoas que visitam o Juma falam pra gente cuidar do rio, mas nunca levei isso a sério. Depois dessa visita vou poder levar fotos e conversar com a comunidade sobre o que aconteceu aqui pra que o nosso rio não tenha esse futuro”, finaliza.

Troca de experiências

Durante uma semana, os coletivos participarão de oficinas, visitas e discussões voltadas para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. A Agenda é composta pelos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), na busca da superação de desafios globais com medidas ousadas e transformadoras em um caminho sustentável.

Já na abertura do evento, os coletivos iniciarão as conversas sobre a temática com a exibição de vídeos produzidos pelos próprios alunos nas comunidades, além de uma troca de “presentes sustentáveis” entre os coletivos. A semana inicia ainda com uma conversa com o jornalista Rodrigo Hidalgo, idealizador do projeto “Manaus Selvagem”, e um encontro com os blogueiros do Bola pro Mato na Arena da Amazônia.

“Esse momento de troca entre eles é extremamente importante para que aprimorem seus potenciais e percebam o poder de mudança que eles tem juntos. O objetivo da edição deste ano é justamente fortalecer a liderança jovem em rede, que começou com a criação dos coletivos nas comunidades”, afirma Nathalia Flores, coordenadora do Programa de Educação e Saúde (PES) da FAS.

A visita ao Programa de Revitalização Urbana Sustentável da Amazônia (REUSA), no bairro Redenção, é uma das atividades. Idealizado pela FAS e parceiros após a Virada de 2016, o REUSA tem como objetivo desenvolver soluções de baixo custo para a restauração ecológica e urbanização sustentável junto com comunidades urbanas de alta vulnerabilidade socioambiental e econômica.

*Com informações da assessoria de imprensa

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