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Juiz cassa prefeito de Codajás por compra de votos e abuso de poder

Ação de Investigação Judicial Eleitoral acusa Abraham Lincoln de ter doado vaso sanitário e tratamento médico para pessoas carentes em troca de votos. Ministério Público foi contrário à cassação 30/05/2015 às 13:29
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Abraham Lincoln foi condenado por compra de votos, mas poderá recorrer
acritica.com Manaus

O juiz eleitoral Celso Souza de Paula cassou, nesta sexta-feira (29), o registro de candidatura do prefeito de Codajás Abraham Lincoln Dib Bastos (PSD) e do vice-prefeito Jorge Amaral do Nascimento (PSDC) por compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2012. A decisão pode ser contestada, primeiro em Codajás, e depois no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

De autoria da coligação “União de Todos”, a Ação de Investigação Judicial Eleitoral acusa Abraham Lincoln de ter doado vaso sanitário e tratamento médico para pessoas carentes em troca de votos. À justiça, a moradora Tabita Luana da Silva de Souza disse que o prefeito a levou para Manaus para tratamento de sua filha na clínica Olhos Klínica, e que ele pagou sua passagem para Manaus e a consulta médica.

“A mencionada senhora também disse que foi procurada por um representante do candidato a prefeito lhe oferecendo dinheiro para que não divulgasse a história da consulta”, diz um trecho da decisão.

Outra moradora, Marileide Matos da Silva, afirmou no processo que a mulher de Abraham Lincoln, Elielza, procurou-a e lhe deu canos e um vaso sanitário, além de comida, em troca de voto. “As duas narrativas são claras e bem detalhadas, dando conta do abuso de poder econômico utilizado em desfavor do equilíbrio da disputa eleitoral no município de Codajás”, diz o magistrado em sua setença.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se contrário à condenação do prefeito. O juiz Celso de Paula é lotado em Anamã e foi designado para julgar esse caso pela presidente do TRE-AM, desembargadora Socorro Guedes.

Outra cassação

Em maio de 2013, Abraham Lincoln teve seu registro de candidatura  cassado porque ele não teria prestado contas de recursos recebidos de um convênio com o com o FNDE. Entretanto, em agosto do mesmo ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) "descassou" o prefeito.


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