Publicidade
Cotidiano
DECISÃO

Juiz determina afastamento de promotor acusado de perseguir Adail Filho

Para juiz, afastamento do promotor Weslei Machado do caso é para manter a imagem do MP-AM "longe do clima de guerra aberta, lamentavelmente em vigência" 05/07/2018 às 07:06 - Atualizado em 05/07/2018 às 09:08
Show show adail
(Foto: Arquivo A Crítica)
Rebeca Almeida Manaus (AM)

O juiz da 1ª Vara da Comarca de Coari, Fábio Lopes Alfaia, determinou o afastamento do promotor de justiça Weslei Machado no processo que envolve o atual prefeito de Coari, Adail Filho (PP). No documento, Fábio Lopes Alfaia afirma que a conduta do promotor não se encontra equilibrada, sendo verificada “inimizade pública e concreta entre as partes”. 

O juiz alega que mesmo com a atuação e boa-fé de Weslei Machado, é preciso determinar sua suspensão para preservar a imagem do Ministério Público Estadual do Amazonas (MPE-AM), prezando pela postura profissional “longe do clima de guerra aberta, lamentavelmente em vigência”.

Logo em seguida, Fábio Alfaia declara que a conduta do promotor é retórica e pobre de juridicidade, podendo haver efeitos midiáticos e políticos, situação imprópria para o que diz respeito a sua posição na promotoria. Desta forma, seria necessária a suspensão do promotor e sua substituição no processo em questão.

Na ação da qual o promotor foi afastado, o prefeito Adail Filho é acusado de coagir e corromper testemunhas envolvidas em um processo contra seu pai, Adail Pinheiro, ex-prefeito do município. A decisão do juiz foi publicada no processo eletrônico do Judiciário do Amazonas.

Resposta

Em resposta, o promotor Weslei Machado afirmou que o MPE-AM adotará as medidas cabíveis para reverter a decisão. Segundo ele,  nos próximos dias, será obtido um mandado de segurança para garantir a sua atuação, alegando a inexistência de motivos que o tornem suspeito para atuar no processo.

O promotor também reforçou não haver inimizade entre ele e o prefeito de Coari.  “A alegação da existência de uma inimizade capital entre mim e o prefeito são totalmente infundadas, na verdade, não conheço o prefeito e não tenho nenhum interesse político nas minhas atuações”, disse.

Weslei Machado respondeu a afirmação de que as ações propostas não possuiriam juridicidade, enfatizando que o MP já obteve três liminares que garantiram a tutela de urgência pedida. “Essas decisões judiciais concessivas de liminares demonstram que nós temos provas,  e  por essa razão, houve o ajuizamento das ações”.

Por fim, o promotor relembra que a atuação do MPE decorre da existência de “graves ilícitos” praticados diante da atual gestão do município.  

Outras ocorrências

A decisão do juiz Fábio Alfaia não é a primeira ocorrência envolvendo Adail Filho e Weslei Machado. No último dia 26, o prefeito protocolou uma ação no MPE-AM, denunciando possíveis irregularidades do promotor.  De acordo com o prefeito, Weslei Machado, quatro vereadores de Coari e um funcionário do TCE  estariam envolvidos em uma organização criminosa tramando a cassação de Adail Filho.

Ao entregar áudios e vídeos como prova, o prefeito enfatizou que o grupo também queria afastar a vice-prefeita, Mayara Pinheiro e o presidente da Câmara Municipal de Coari, o vereador Keitton Pinheiro. Na ocasião, Machado declarou a  denuncia como “totalmente improcedente”. 

Publicidade
Publicidade