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Cotidiano
NOVELA JUDICIAL

Juiz vota contra cassação de Melo e decisão final será do presidente do TRE-AM

Após Felipe Thury empatar o placar da votação, Yêdo Simões pediu vistas e disse que votará apenas no dia 9 de setembro 24/08/2016 às 19:23 - Atualizado em 25/08/2016 às 09:02
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Voto de Felipe Thury deixou a decisão nas mãos de Yêdo Simões / Fotos: Aguilar Abecassis
Janaína Andrade Manaus (AM)

Um novo pedido de vistas - desta vez do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargador Yêdo Simões - adiou novamente a decisão de processo que pede a cassação do governador José Melo e de seu vice, Henrique Oliveira.

O voto de Yêdo é necessário porque o juiz Felipe Thury empatou a votação na tarde desta quarta-feira, em julgamento que durou quatro horas e quinze minutos, deixando o placar em três votos favoráveis à cassação e três contrários. Thury votou hoje contra a cassação, depois de pedir vistas do processo no último dia 2. O presidente do TRE-AM afirmou que irá apresentar seu voto somente no dia 9 de setembro. 

Em seu voto, lido no dia 10 de junho, o relator João Simões fundamentou a cassação do governador José Melo por abuso de poder em duas denúncias: Utilização do Programa “Odontomóvel” para divulgação da candidatura de Melo e contrato “fantasma” com a empresa de Nair Blair.

Thury afirmou, na sessão de hoje, que seu voto já estava pronto há mais de dez dias, mas que deixou para hoje por conta das ausências de Francisco Marques e Yêdo Simões em sessões anteriores.  Dos sete pontos levantados pela Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), Felipe classificou todos como improcedentes.  Foram quase três horas para a leitura completa do voto.

As análises feitas por Thury resultaram em críticas por parte do relator João Simões, que chamou o jurista de "ilustre vistante".  "Não se pode admitir, em sã, consciência que algo bancado com o dinheiro público seja usado na eleição. (...) Há prova. O que se precisa? Gravar todos os candidatos? Precisamos de um Big Brother? Aqui há provas. Agora, se um programa de governo, os servidores públicos estão com propaganda do atual gestor, então eu não sei mais o que vamos caracterizar como abuso de poder", afirmou Simões, mantendo seu voto. 

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