Sábado, 20 de Julho de 2019
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Juíza determina reintegração de posse de área invadida por indígenas no AM

Número de invasores chega a aproximadamente 400 pessoas, sendo que pelo menos 100 não são indígenas



1.jpg Etnias Sateré-Mauwé, Mundurucu, Mura, Miranha e Apurinã ocupam terreno na AM-010
31/07/2013 às 19:24

Índios das etnias Sateré-Mauwé, Mundurucu, Mura, Miranha e Apurinã ocupam um terreno de 50 mil metros quadrados, localizado no KM 6 da rodovia Manoel Urbano (AM-070), no município de Iranduba – situado na região metropolitana de Manaus – desde a última quinta-feira (25). Eles têm apenas uma semana para deixar o local. A liminar de reintegração de posse foi decretada pela juíza Luciana Eira Nasser da 2ª Vara Cível da comarca do município na tarde desta quarta-feira (31).

Aproximadamente 400 invasores estão na Comunidade Deus por nós, nome dado ao local, sendo que destes, 100 pessoas não são indígenas e participam do movimento agrário denominado ‘Indígena por uma vida melhor’.

O processo de reintegração de posse de nº 0745-12.2013 foi aprovado em favor do proprietário do terreno, o militar Orcinei Alencar de Oliveira. A partir desta quinta-feira (1º), os invasores têm o prazo de sete dias para deixarem a área e o mandado seja cumprido pela força policial.

De acordo com o índio da etnia Munducuru Jhoshua, que recebeu a nossa equipe de reportagem após aprovação dos líderes da invasão, o principal objetivo do grupo é conseguir a autorização para ficar no terreno justificando a falta de moradia. Ainda segundo ele, várias etnias se uniram em favor da ocupação e justificou a entrada de ‘brancos’ na área invadida, em favor da mistura de raças que já tem acontecido entre os povos indígenas.

“Os índios tem feito família com os brancos e por isso autorizamos a entrada deles aqui. Necessitamos de casa para morarmos e vivermos com nossos filhos e precisamos de alguém que nos ajude a ficar com este pedaço de terra”, disse Jhoshua.

A conversa rápida e com um clima tenso foi finalizada após um grupo de índios, portando lanças de madeiras e terçados, ordenarem que a reportagem se retirasse do local. Os invasores cercaram o local e colocaram uma corrente na entrada onde inspecionam a entrada e saída dos moradores.

Força policial

O comandante do 8ª Companhia Independente de Polícia Milita (CIPM), major Marcos Santiago, foi pessoalmente ao local invadido na última sexta-feira (26) e conversou com o grupo de indígenas. Segundo ele, um levantamento prévio sobre o quantitativo e situação da invasão foi realizado e enviado ao Comando Geral da Polícia Militar.

Leia mais na edição impressa desta quinta-feira (1º)

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