Publicidade
Cotidiano
NEGADO

Juíza nega pedido de cirurgião acusado por erro médico e ele será ouvido em Manaus

O pedido apresentado pela defesa do médico Carlos Jorge Cury era para que ele fosse ouvido, por carta precatória, em um município de Rondônia 31/01/2017 às 15:00 - Atualizado em 31/01/2017 às 15:47
Show m dico
O médico é acusado de fazer vítimas tanto no Amazonas quanto em Rondônia, e também já atuou em Goiás (Foto: Arquivo AC)
acritica.com Manaus (AM)

A juíza Priscila Pinheiro Pereira, titular da Comarca de Maraã e que está atuando também como magistrada auxiliar na 11ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, indeferiu o pedido apresentado pela defesa do médico Carlos Jorge Cury Mansilla para que ele fosse ouvido, por carta precatória, no município de Guajará-Mirim, em Rondônia. A juíza determinou que o réu seja ouvido, em audiência, na capital amazonense, na primeira quinzena de abril. Conforme noticiado pelo Portal A Crítica, Carlos teve o registro de médico cassado pelo Conselho Federal de Medicina, na última sexta-feira (27).

De acordo com a magistrada, o indeferimento do pedido da defesa para que Mansilla fosse ouvido pelo Juízo de Guajará-Mirim considerou a complexidade dos fatos apurados. “São casos complexos e entendemos que as audiências por carta precatória comprometeriam a análise devida nesta fase de instrução processual. Indeferimos, portanto, o pedido da defesa e determinamos que as novas audiências ocorram, com a presença do médico, na primeira quinzena de abril”, informou.

Carlos Mansilla será ouvido a partir do dia 10 de abril, primeiramente como réu em nove processos no qual figuram nove vítimas. Nos dias 11 e 12 do mesmo mês, como réu em outros quatro processos, em que figuram outras quatro vítimas.

Nessas mesmas datas – 10, 11 e 12 de abril – serão colhidos os depoimentos de uma vítima e oito testemunhas.

O cirurgião responde a 29 processos em andamento na Justiça Estadual, em sua maioria por acusação de erro médico e lesão corporal grave decorrentes de cirurgias plásticas. Destes processos, 2 tramitam sob segredo de Justiça e 13 ainda estão em fase de inquérito policial. O caso é acompanhado, também, pela juíza titular da 11ª Vara Criminal, Eulinete Silva Tribuzy.

Registro cassado

O médico é acusado de fazer vítimas tanto no Amazonas quanto em Rondônia, e também já atuou em Goiás.  Com a decisão, ele não pode mais exercer a medicina no Brasil. O presidente do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM), José Bernardes Sobrinho, disse que o registro dele no Amazonas foi cassado no ano passado, e a partir de então o caso seguiu para o CFM.

Em entrevista ao Portal A Crítica na segunda-feira (31), o advogado de Carlos, Christhian Naranjo, informou que pretende recorrer da decisão na Justiça, uma vez que a decisão administrativa é definitiva. “Ainda não consegui falar com ele. Apenas com a sua filha. Ele tomou ciência do que aconteceu parcialmente. Devemos com certeza recorrer da decisão. É claro que não tem como entramos com um recurso de forma administrativa, mas vamos fazer isso na parte da Justiça. Vamos encontrar um erro nesse processo”, comentou Christhian.

Publicidade
Publicidade