Terça-feira, 14 de Julho de 2020
NEGADO

Juíza nega pedido de cirurgião acusado por erro médico e ele será ouvido em Manaus

O pedido apresentado pela defesa do médico Carlos Jorge Cury era para que ele fosse ouvido, por carta precatória, em um município de Rondônia



M_DICO.jpg O médico é acusado de fazer vítimas tanto no Amazonas quanto em Rondônia, e também já atuou em Goiás (Foto: Arquivo AC)
31/01/2017 às 15:00

A juíza Priscila Pinheiro Pereira, titular da Comarca de Maraã e que está atuando também como magistrada auxiliar na 11ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, indeferiu o pedido apresentado pela defesa do médico Carlos Jorge Cury Mansilla para que ele fosse ouvido, por carta precatória, no município de Guajará-Mirim, em Rondônia. A juíza determinou que o réu seja ouvido, em audiência, na capital amazonense, na primeira quinzena de abril. Conforme noticiado pelo Portal A Crítica, Carlos teve o registro de médico cassado pelo Conselho Federal de Medicina, na última sexta-feira (27).

De acordo com a magistrada, o indeferimento do pedido da defesa para que Mansilla fosse ouvido pelo Juízo de Guajará-Mirim considerou a complexidade dos fatos apurados. “São casos complexos e entendemos que as audiências por carta precatória comprometeriam a análise devida nesta fase de instrução processual. Indeferimos, portanto, o pedido da defesa e determinamos que as novas audiências ocorram, com a presença do médico, na primeira quinzena de abril”, informou.



Carlos Mansilla será ouvido a partir do dia 10 de abril, primeiramente como réu em nove processos no qual figuram nove vítimas. Nos dias 11 e 12 do mesmo mês, como réu em outros quatro processos, em que figuram outras quatro vítimas.

Nessas mesmas datas – 10, 11 e 12 de abril – serão colhidos os depoimentos de uma vítima e oito testemunhas.

O cirurgião responde a 29 processos em andamento na Justiça Estadual, em sua maioria por acusação de erro médico e lesão corporal grave decorrentes de cirurgias plásticas. Destes processos, 2 tramitam sob segredo de Justiça e 13 ainda estão em fase de inquérito policial. O caso é acompanhado, também, pela juíza titular da 11ª Vara Criminal, Eulinete Silva Tribuzy.

Registro cassado

O médico é acusado de fazer vítimas tanto no Amazonas quanto em Rondônia, e também já atuou em Goiás.  Com a decisão, ele não pode mais exercer a medicina no Brasil. O presidente do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM), José Bernardes Sobrinho, disse que o registro dele no Amazonas foi cassado no ano passado, e a partir de então o caso seguiu para o CFM.

Em entrevista ao Portal A Crítica na segunda-feira (31), o advogado de Carlos, Christhian Naranjo, informou que pretende recorrer da decisão na Justiça, uma vez que a decisão administrativa é definitiva. “Ainda não consegui falar com ele. Apenas com a sua filha. Ele tomou ciência do que aconteceu parcialmente. Devemos com certeza recorrer da decisão. É claro que não tem como entramos com um recurso de forma administrativa, mas vamos fazer isso na parte da Justiça. Vamos encontrar um erro nesse processo”, comentou Christhian.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.