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Cotidiano
Impeachment

Julgamento de Dilma é retomado no Senado; Braga ausente e Vanessa esperançosa

Da bancada amazonense, Braga e Omar devem votar pelo impeachment, enquanto Vanessa dará voto contrário 29/08/2016 às 13:27 - Atualizado em 29/08/2016 às 13:28
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Vanessa tem manifestado apoio incondicional à presidente durante todo o processo / Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
Antônio Paulo Brasília (DF) - Sucursal

O julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff foi retomado agora há pouco pelo ministro do Supremo Tribunal, Ricardo Lewandowisk, que preside a sessão no Senado.

Após o pronunciamento inicial de Dilma, com duração de 45 minutos, que reiterou não ter cometido crime de responsabilidade e chamou o processo de “golpe legislativo”, os senadores começaram a fazer perguntas ainda na parte da manhã. Já se pronunciaram dez dos 49 senadores inscritos.

Da bancada de senadores do Estado do Amazonas, somente Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) vai fazer pergunta à Dilma. Ela é a 16ª da lista. Qualquer senador pode se inscrever a qualquer momento. Dos três senadores amazonenses, votam “sim” pelo impeachment, Omar Aziz (PSD-AM) e Eduardo Braga (PMDB-AM). Somente Vanessa Grazziotin vai votar “não”.

Omar Aziz e Eduardo Braga não deverão fazer perguntas à presidente afastada.  Ex-líder do governo no Senado e ex-ministro de Minas e Energia de Dilma até o mês de julho deste ano, Braga sequer compareceu, até agora no plenário do Senado. Não esteve no pronunciamento no início da manhã desta segunda-feira (29) nem na primeira parte da inquirição.  

O senador peemedebista e a assessoria dele não responderam por que ele não participou da sessão. Sobre o voto, Braga tem dito que, embora não veja dolo, crime ou culpa por parte de Dilma, o processo em julgamento é político e, sendo ele um homem de partido, votará com o PMDB.

Conjunto da obra

À coluna Sim e Não, do jornal e do portal A CRÍTICA, o senador disse  estar convicto de que a presidente Dilma Rousseff (PT) cometeu crime de responsabilidade  por isso não ver necessidade de fazer questionamentos à petista.

Aliado dos governos do PT, Aziz se diz não ter dúvidas da culpa de Dilma “desde o primeiro momento” em que o processo de impeachment foi aberto. “O conjunto da obra é fatal para ela”, afirma o senador pelo Amazonas.  Para o senador do PSD-AM, os senadores podem sim julgar a presidente pelo conjunto da obra, uma vez que eles representam os eleitores que os colocaram no Senado.

Benefícios ao Amazonas

Esperançosa de que Dilma e aliados consigam convencer alguns senadores, Vanessa Grazziotin avaliou positivamente o discurso da presidente. “Foi ponderado, mas contundente em relação às acusações dos crimes que não cometeu. Olhou de frente os acusadores e reiterou o golpe que está sendo tramado”, declarou.

Sobre a não participação dos colegas de Senado (Omar e Braga), durante todo o processo de impeachment – nem manifestação nem acusação ou perguntas às testemunhas – Vanessa não quis entrar no mérito ou fazer críticas diretas. “Só lamento tanto essa postura deles quanto o próprio voto, mesmo sabendo nunca os governos deles tiveram tanta atenção dos governos de Lula e Dilma. Políticas sociais para o Amazonas, como o Programa Luz para Todos, a interligação do nosso estado ao Sistema Nacional de Energia Elétrica (por meio do Linhão de Tucuruí/Pará), sem contar a prorrogação, por duas vezes, da Zona Franca de Manaus”. 

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