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Cotidiano
JUSTIÇA

Julgamento de quatro suspeitos de tentar matar Mauro Campbell é adiado

Adiamento ocorreu devido ao promotor Igor Starling Peixoto, que ia atuar na acusação, não ter comparecido e somente ter avisado à Justiça da sua ausência na audiência na manhã desta sexta-feira (1º) 01/04/2016 às 11:17 - Atualizado em 01/04/2016 às 13:07
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O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Anésio Rocha Pinheiro, deverá marcar nova data para julgamento (Foto: Márcio Silva)
Joana Queiroz Manaus (AM)

O julgamento de quatro criminosos acusados de integrar o grupo que planejou a morte do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campebell, previsto para ocorrer na manhã desta sexta-feira (1º), foi suspenso.

A decisão do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Anésio Rocha Pinheiro, foi tomada devido ao promotor Igor Starling Peixoto, que ia atuar na acusação, não ter comparecido e somente ter avisado à Justiça da sua ausência na audiência nesta manhã

De acordo com o magistrado, foram reservadas vagas em hotéis para o pernoite de testemunhas e dos jurados, uma vez que a previsão é de que o julgamento se estendesse por mais de um dia. Também foram solicitadas refeições e até uma ambulância, caso haja algum imprevisto e alguém passe mal durante o julgamento.

Importante

Para Anésio, esse é um dos julgamentos mais importantes da pauta da 2ª Vara do Tribunal do Júri por ter sido um caso de grande repercussão e porque a vítima, na época, era procurador do Ministério Público Estadual.

O processo tem como réus o ex-Procurador de Justiça do Estado Vicente Augusto Cruz de Oliveira, Elson dos Santos Morais, Lenilson Braga da Silveira, o “Carioca”, Osvaldo Silva Bentes, Jane da Silva Santos, o “Caneco”, e Maria José Dantas da Silva. Destes, Vicente Cruz e Elson não vão sentar no banco dos réus porque entraram com recurso em instâncias superiores. O caso ocorreu há nove anos e de acordo com o juiz, Mauro não vai estar presente no julgamento, mas será ouvido de Brasília por teleconferência.

De acordo com os autos, os réus Elson dos Santos Morais e Osvaldo Silva Bentes, a mando de Vicente Augusto Cruz de Oliveira, na época procurador-geral de Justiça do Estado do Amazonas, teriam intermediado a contratação Lenilson Braga da Silveira (o “Carioca”) e Jane da Silva Santos (o “Caneco”), com a promessa de pagamento de R$ 40 mil, sendo que metade teria sido adiantada com a finalidade de assassinar Mauro Campbell.

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