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Julgamento sobre pedido de intervenção judicial em Coari é adiado pela Corte do TJ-AM

Relator do processo, desembargador João Simões, votou contra intervenção. Julgamento foi adiado após pedido de vistas do desembargador Rafael Romano. Interrvenção aconteceria por irregularidade cometidas pela prefeitura 30/09/2014 às 11:57
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Pedido de intervenção foi feito pelo MP-AM após indícios de irregularidades cometidas pela prefeitura local
ACRITICA.COM Manaus (AM)

O julgamento do processo sobre possível intervenção judicial na Prefeitura de Coari, a 363 quilômetros de Manaus, por suspeitas de irregularidades cometidas pelo prefeito interino Igson Monteiro (PMDB), foi adiado pela Corte do Tribunal de Justiça do Amazonas nesta terça (30). O adiamento ocorreu após o desembargador Rafael Romano pedir vistas do processo.

Até agora, cinco membros da Corte já votaram contra possível intervenção em Coari. como o relator do processo, desembargador João Simões, e quatro desembargadores que seguiram o voto: Encarnação Salgado, Djalma Marins, Domingos Chalub e Aristóteles Thury. O pedido de intervenção em Coari foi feito pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Cruz, em 30 de junho, por 13 indícios de irregularidades.

Conforme o procurador-geral, as irregularidades foram cometidas pelo prefeito Igson Monteiro em participação do ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro (PRP), que está afastado e preso após ser denunciado por chefiar um esquema de exploração sexual infanto-juvenil na cidade. Segundo Francisco Cruz, mesmo preso, Adail ainda “comanda” a cidade e estaria interferindo na administração local.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, entre os 13 indícios de irregularidades estão perseguições políticas, impedimento de acesso a serviços de saúde para pessoas denunciantes no processo judicial contra Adail, além de invasões a domicílios e ameaças praticadas por agentes públicos municipais ligados ao atual gestor e ao prefeito afastado.

Conforme o MP, bens públicos estariam sendo usados para realizar obras em prédios particulares de Igson Monteiro, e que o mesmo adquiriu diversos imóveis na cidade e em Manaus após assumir prefeitura em fevereiro. Também estariam sendo feitos pagamentos com dinheiro público ao advogado Francisco Baliero, mesmo havendo procuradoria jurídica à disposição da prefeitura.

O MP ainda denuncia “indícios de corrupção de testemunha” envolvida em processo contra Adail, manipulação de procedimentos licitatórios na Secretaria Municipal de Educação para beneficiar aliados e pagamentos de serviços não realizados de transporte fluvial escolar. O julgamento do pedido de intervenção judicial em Coari deve continuar na próxima sessão da Corte do TJ-AM, na terça-feira (7).

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