Domingo, 23 de Fevereiro de 2020
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Julgamento sobre pedido de intervenção judicial em Coari é adiado pela Corte do TJ-AM

Relator do processo, desembargador João Simões, votou contra intervenção. Julgamento foi adiado após pedido de vistas do desembargador Rafael Romano. Interrvenção aconteceria por irregularidade cometidas pela prefeitura



1.jpg Pedido de intervenção foi feito pelo MP-AM após indícios de irregularidades cometidas pela prefeitura local
30/09/2014 às 11:57

O julgamento do processo sobre possível intervenção judicial na Prefeitura de Coari, a 363 quilômetros de Manaus, por suspeitas de irregularidades cometidas pelo prefeito interino Igson Monteiro (PMDB), foi adiado pela Corte do Tribunal de Justiça do Amazonas nesta terça (30). O adiamento ocorreu após o desembargador Rafael Romano pedir vistas do processo.

Até agora, cinco membros da Corte já votaram contra possível intervenção em Coari. como o relator do processo, desembargador João Simões, e quatro desembargadores que seguiram o voto: Encarnação Salgado, Djalma Marins, Domingos Chalub e Aristóteles Thury. O pedido de intervenção em Coari foi feito pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Cruz, em 30 de junho, por 13 indícios de irregularidades.



Conforme o procurador-geral, as irregularidades foram cometidas pelo prefeito Igson Monteiro em participação do ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro (PRP), que está afastado e preso após ser denunciado por chefiar um esquema de exploração sexual infanto-juvenil na cidade. Segundo Francisco Cruz, mesmo preso, Adail ainda “comanda” a cidade e estaria interferindo na administração local.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, entre os 13 indícios de irregularidades estão perseguições políticas, impedimento de acesso a serviços de saúde para pessoas denunciantes no processo judicial contra Adail, além de invasões a domicílios e ameaças praticadas por agentes públicos municipais ligados ao atual gestor e ao prefeito afastado.

Conforme o MP, bens públicos estariam sendo usados para realizar obras em prédios particulares de Igson Monteiro, e que o mesmo adquiriu diversos imóveis na cidade e em Manaus após assumir prefeitura em fevereiro. Também estariam sendo feitos pagamentos com dinheiro público ao advogado Francisco Baliero, mesmo havendo procuradoria jurídica à disposição da prefeitura.

O MP ainda denuncia “indícios de corrupção de testemunha” envolvida em processo contra Adail, manipulação de procedimentos licitatórios na Secretaria Municipal de Educação para beneficiar aliados e pagamentos de serviços não realizados de transporte fluvial escolar. O julgamento do pedido de intervenção judicial em Coari deve continuar na próxima sessão da Corte do TJ-AM, na terça-feira (7).


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