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Juros bancários para pessoas físicas chegam ao patamar mais alto em 17 meses

No crédito livre (como o habitacional e o rural, por exemplo), alcançou 37,2%, enquanto o de cheque especial chegaram a 143,26% em setembro 30/10/2013 às 08:02
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Para driblar os efeitos da alta dos juros, o presidente do Corecon-Am, Marcus Evangelista, dá dicas ao consumidor
Olívia de Almeida ---

O Banco Central divulgou nessa terça-feira (29), que os juros bancários para pessoa física registram a maior taxa em 17 meses. No crédito livre (como o habitacional e o rural, por exemplo), alcançou 37,2%, enquanto o de cheque especial chegaram a 143,26% em setembro. Essa é a taxa mais alta desde julho do ano passado - 144,2% ao ano. E para driblar, os efeitos dessa alta, que funciona como uma estratégia para tentar conter o crescimento da inflação, o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-AM), Marcus Evangelista dá algumas dicas para o consumidor amazonense conseguir juros mais baixos.

De acordo com ele, o ideal é que antes de recorrer ao crédito, o consumidor tente alternativas como fazer corte nas despesas ou buscar formas para aumentar a sua renda. “Negociar diretamente com a empresa também pode ser uma saída, assim ele evita mais compromissos financeiros, especialmente nesta época do ano, a proximidade com as festas de final de ano aumentam o descontrole e as tradicionais dívidas de início de ano, como IPTU, IPVA e material escolar”, aconselhou.

Mas caso não seja possível, Evangelista explica que é essencial que o consumidor primeiramente recorra a sua própria agência. “Porque lá ele já possui histórico e poderá conseguir negociar com o gerente do banco uma opção com juros menores, porque quando há garantia do retorno do crédito o cliente pode ter essa vantagem”, explicou Evangelista.

O presidente do Corecon-AM acrescenta que os clientes obtêm juros mais baixos quando preenchem positivamente os critérios de avaliação das instituições financeiras, como o tempo que possui conta, emprego, declaração de imposto em dia e, se é comprometido com as dívidas que possui, principalmente se as paga em ou dia ou não.

“Por esse motivo, quem está inadimplente na praça só consegue juros mais alto, principalmente nas famosas financeiras”, acrescentou Evangelista, que afirma que para pagar menos juros, é preciso colocar as contas sob controle e deixar de lado o consumo por impulso.

Outra dica é pesquisar o valor da taxa de juros nas demais instituições financeiras, o próprio site do Banco Central possui essas informações disponíveis. E se a melhor taxa não for a do banco com o qual possui conta, negocie com o gerente, mas caso não haja acordo use o direito à portabilidade.

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