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Juros da casa própria da Caixa Econômica aumentam pela 3ª vez

Novas taxas percentuais nos financiamentos de imóveis da Caixa começarão a valer a partir do próximo dia 1º de outubro 23/09/2015 às 11:14
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Para correntistas e servidores públicos, a Caixa elevará as taxas de 8,80% para 9,30% e de 9,30% para 9,80% ao ano
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Detentora de 70% do mercado de crédito imobiliário do País, a Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou a terceira elevação dos juros nos financiamentos imobiliários de imóveis residenciais neste ano para recursos de poupança.

Apesar da restrição ao acesso, a subida é considerada por especialistas como “pouco ameaçadora” àqueles que desejam negociar seu imóvel.

Pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH), as taxas para não clientes da Caixa passou de 9,45% para 9,90% ao ano na negociação de imóveis entre R$ 650 mil e R$ 750 mil. Enquanto isso, correntistas e servidores públicos terão suas taxas elevadas de 8,80% a 9,30% para 9,30% e 9,80% ao ano.

Já pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), as taxas balcão aumentarão de 11% para 11,50% nos financiamentos de imóveis acima de R$ 750 mil. A nova alta passa a valer a partir do dia 1º de outubro deste ano.

Enquanto os números surgem negativos aos olhos dos consumidores que sonham com a casa própria, especialistas e empresários do setor afirmam que é possível tomar recursos para financiar um imóvel.

De acordo com o professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais (Ibmec/DF), Marcos Melo, os aumentos desse ano têm o objetivo de conter a inflação, porém ainda são aceitáveis em comparação à taxa Selic (ontem a 14,25% ao ano).

“Ainda com a elevação, a taxa está abaixo para outros tipos de operação. Obviamente o Governo não pode cobrar a taxa de juros em sua totalidade”, explicou Melo.

Ainda segundo ele, a crise econômica não impede que financiamentos sejam praticados. “Estamos em um momento difícil, mas de um modo geral, é possível tomar recursos para financiamento, principalmente se a pessoa fez uma determinada economia com aporte de capital próprio, faz um planejamento com a mensalidade sem se endividar. O ponto chave é o planejamento e valorizar o que você quiser”, ponderou.

Taxas

Para o diretor-presidente da RD Engenharia, empresa de construção civil com sede em Manaus, Romero Reis, o aumento de juros para financiamento imobiliário não deve afetar bruscamente o capital das empresas. Assim como o especialista em finanças do Ibmec/DF, Romero Reis afirma que, apesar da crise, o momento é favorável para a negociação de imóveis.

“É praticamente impossível prever que a retomada vai ocorrer a curto prazo. É mais interessante comprar imóveis hoje do que esperar voltar as taxas de juros de 2014”, disse o diretor da RD.

Mercado imobiliário

Atualmente a Caixa Econômica Federal detém 70% de todo o mercado, com recursos de mais de R$ 339,8 milhões, conforme informa o próprio banco em seu site. O número supera concorrentes estatais e bancos privados.

Simulação

A Associação Nacional de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefa) desenvolveu simulações de financiamento após as altas dos juros. No caso do financiamento de imóvel de R$ 300 mil à vista pelo SFH em 30 anos, o valor total de R$ 868 mil saltaria para R$ 906 mil com acréscimo de 0,45% na taxa de balcão. Já pelo SFI, o preço total do financiamento sai de R$ 2,4 milhões para R$ 2,5 milhões 360 meses com 0,50% aos não clientes.

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