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Justiça concede liminar que reconduz Lourivaldo Rodrigues como diretor do HUGV

Destituído pela reitora da Ufam, Márcia Perales, em fevereiro, Lourivaldo Rodrigues reassume o cargo nesta quinta-feira (13), depois de conseguir decisão liminar expedida pela 3ª Vara da Justiça Federal  13/11/2014 às 19:12
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O diretor criticou arbitrariedade da reitora que, segundo ele, o puniu por ter falado verdades sobre a situação financeira do hospital
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

O médico Lourivaldo Rodrigues reassume nesta quinta-feira (13) o posto de diretor do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), depois de ter sido destituído pela reitora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Márcia Perales, em fevereiro deste ano, numa decisão que considerou arbitrária e ilegal. Ele conseguiu decisão liminar na Justiça Federal para ser reconduzido ao cargo.

Segundo Rodrigues, a reitora teria lhe tirado do cargo porque  ficou incomodada com o fato dele ter divulgado sobre a falta de recursos que deveriam ser repassados ao hospital para quitar e dívidas e comprar medicamentos. O diretor considerou arbitrária a atitude da reitora que, segundo ele, o puniu por ter falado verdades sobre a situação financeira do hospital.

Por considerar ilegítima a decisão de ser substituído pelo então vice-diretor Rubens Júnior, Lourivaldo Rodrigues ingressou com um mandado de segurança no dia 2 de abril deste ano, através do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas, Epitácio Almeida. A decisão que lhe reconduziu ao cargo saiu no último dia 7 e foi proferida pelo juiz da 3ª Vara Federal, Ricardo Augusto de Sales.

"Ele me procurou como presidente da Comissão Direitos Humanos sobre o que fazer, porque a vida dos pacientes estava em risco pelo repasse incompleto que era para ser efetuado pela Ufam, mas que era gasto com pagamento de pessoal, então ele não tinha como comprar medicamento", informou Epitácio.

Na Justiça, Rodrigues justificou que não poderia ter sido retirado do cargo por um ato da reitora, porque foi eleito diretor do HUGV com 75% dos votos dos docentes da instituição.

"Ele só poderia ter sido retirado por irregularidade administrativa, o que não aconteceu. A reitora tirou ele por medida abrupta e ilegítima", explico o advogado Epitácio Almeida.

O mandato de Lourivaldo Rodrigues a frente do HUGV vai até julho de 2015.

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