Quarta-feira, 03 de Junho de 2020
SEM TORNOZELEIRA

Justiça concede prisão domiciliar a líder de facção criminosa do Amazonas

Felipe Batista Ribeiro, o 'Anjinho', deve fazer exames médicos para a realização de uma cirurgia para retirada de um tumor no cérebro



show_FACA011_F8DDC331-149B-4531-9F91-B6087EFDC16E.jpg Foto: Arquivo/A Crítica
08/04/2020 às 16:54

O líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Amazonas, Felipe Batista Ribeiro, o 'Anjinho', deixou o Centro de Detenção Provisória (CDPM), para cumprir prisão domiciliar. Considerado de altíssima periculosidade, Anjinho tem condenação de 21 anos de prisão por latrocinio, tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo, dos quais só cumpriu cinco.

A decisão de colocar Anjinho em prisão domiciliar sem ser monitorado por tornozeleira eletrônica é do desembargador da 2ª Câmara Criminal, Jorge Manoel Lopes Lins. De acordo com o mandado de remoção, o criminoso deverá ficar três meses, sem tornozeleira eletrônica, em uma casa da rua Santa Cecília, Colônia Santo Antônio, Zona Norte de Manaus.



A saída temporária de Anjinho, de acordo com o mandado de remoção, vai servir para que este realize exames médicos para uma cirurgia que deve fazer para a retirada de um tumor no cérebro, doença descoberta há mais de quatro anos. Enquanto estiver em casa, deverá receber visitas médicas, e está proibido de se ausentar da comarca e frequentar casas noturnas, por exemplo.

O mandado de remoção de Anjinho teve parecer contrário do Ministério Público Estadual (MPE-AM). Segundo o parecer, Anjinho é um criminoso de alta periculosidade, membro declarado do PCC, o que levou sua transferência para um presídio federal, de onde retornou recentemente, mesmo já sendo portador do diagnóstico desde 2014.

No parecer, o MPE-AM ressalta que o tumor cerebral não impediu o criminoso de prosseguir no mundo do crime quando estava em liberdade condicional, conforme pode ser verificado em sua folha de antecedentes criminais, como tráfico de droga e homicídios sendo preso portando um fuzil.

O artigo 120 da lei de execuções penais prevê a saída do interno para fazer exames e consultas, desde que escoltado e que retorne para o presídio.

O MPE ressalta que não é contra a internação hospitalar do preso e que este receba toda assistência prevista na legislação. Anjinho reclama de forte dores de cabeça e de ter convulsões por conta da doença.

O ex- comandante do Comando de Policiamento Especial (CPE) coronel Cleitman Coelho, onde Anjinho ficou custodiado por aproximadamente um ano, disse que, em liberdade, Anjinho pode "aprontar pesado", inclusive conseguindo armas com o PCC de Boa Vista.

Repórter de A Crítica

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