Publicidade
Cotidiano
Crime

Justiça dá liberdade a suposto mandante do assassinato do prefeito de Maraã

Aldemir Alves de Freitas, 40, é um dos quatro suspeitos de matar o então prefeito de Maraã, Cícero Lopes, de 62 anos, no dia 28 de fevereiro devido uma dívida de R$ 40 mil 20/05/2016 às 17:55 - Atualizado em 20/05/2016 às 18:46
Show show 1
Momento da chegada dos três suspeitos do assassinato do prefeito de Maraã, no dia 5 de março, no aeroporto de Manaus (Foto: Evandro Seixas)
Vinicius Leal Manaus

A Justiça do Amazonas concedeu liberdade provisória a Aldemir Alves de Freitas, de 40 anos, um dos quatro suspeitos de matar o então prefeito de Maraã, Cícero Lopes da Silva (Pros), morto no dia 28 de fevereiro devido uma dívida de R$ 40 mil, no município distante 634 quilômetros da capital Manaus. Aldemir é apontado como o mandante do assassinato.

A decisão foi tomada ontem pela desembargadora Carla Maria Santos dos Reis, após pedido dos advogados de Aldemir. A defesa do suspeito solicitava a anulação do inquérito policial que apontou Aldemir como um dos autores do crime, ou o relaxamente da prisão dele ou, ainda, a concessão de liberdade provisória.

Carla Reis negou os dois primeiros pedidos, mas aceitou dar liberdade provisória por Aldemir ter uma irmã residente em Manaus com quem ele poderia permanecer durante a apuração do crime – atualmente Aldemir e outros três suspeitos estão presos na cadeia pública de Manaus. A desembargadora declarou ainda que Aldemir “não revela ser pessoa voltada à prática de crimes, de modo a se concluir estar a ordem pública ameaçada”

Entretanto, para continuar usufruindo da liberdade provisória, o suspeito terá algumas obrigações: não sair de Manaus, permanecer em casa à noite e nos dias de folga, comparecer à Justiça mensalmente e não manter contato com os outros suspeitos.

Além de Aldemir, outros dois suspeitos do assassinato do prefeito de Maraã estão presos: Lázaro Moraes de Assis, 40, e Marcos Aleksandro Praiano da Silva, 25. Todos os três foram presos e trazidos para Manaus no dia 5 de março, uma semana após o crime. O quarto suspeito, Adimilton Gomes de Souza, 32, o “Zé da Irene”, quem teria efetuado o tiro fatal contra o prefeito, ainda está foragido.

Segundo concluiu a investigação da Polícia Civil, o grupo teria matado o prefeito Cícero Lopes por causa de uma dívida de R$ 40 mil que a Prefeitura de Maraã mantinha com Aldemir e Lázaro, comerciantes da cidade.

A reportagem tentou contato com o advogado Carlos Guedes, que faz a defesa do suspeito Aldemir Alves de Freitas, através do número de telefone (92) XXXX-X750, mas não obteve sucesso.

Publicidade
Publicidade