Terça-feira, 15 de Outubro de 2019
APÓS INVESTIGAÇÃO

Dois suspeitos de envolvimento em morte de jovem no interior do AM são presos

Ministério Público apontou que Sharley Mendes Jr. teria sido morto após surgir um ‘boato’ de que o jovem teria se relacionado com a filha de um dos acusados



v_tima_EC372371-45D1-45E9-BDC1-17AB66A2011E.JPG Foto: Divulgação
20/09/2019 às 10:07

A Justiça decretou, na última sexta-feira (13), a prisão preventiva de Clodoaldo Ferreira, Roberto Augusto Guimarães Mafra e do policial militar Ariel da Cruz Bastos pela suspeita de envolvimento no assassinato de Sharley Mendes Jr., morto no dia 28 de julho deste ano, em Jutaí, distante 749 quilômetros da capital, após ser alvo de disparo de arma de fogo. O trio teria orquestrado a morte da vítima após o ‘boato’ de que o jovem se relacionou com a filha de um dos acusados, de acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público do AM (MPAM). O homicídio foi registrado por câmeras de segurança.

As investigações apontaram que horas antes do crime, Clodoaldo, Roberto e o PM Ariel, trocaram mensagens em um aplicativo de comunicação móvel, onde trataram sobre uma ‘emboscada’ contra o jovem, além de combinarem o momento em que o PM teria que efetuar os disparos. “Inicialmente se verifica, diante das imagens de câmeras entregues ao juízo e ao MP, além de  depoimentos de testemunhas, elementos que corroboram com o fato de que momentos antes do crime houve ameaças de morte contra a vítima”, diz o trecho da decisão, assinada pelo juiz Daniel Manukassis, da Vara Criminal de Jutaí.



“Com a quebra de sigilo, autorizada pela Justiça, verificamos a existência de mensagens entre os envolvidos que sugerem os motivos que os levaram a decidir em orquestrar o homicídio”, afirmou, na peça, o Ministério Público.  Por ter sido registrado por câmeras de segurança efetuando os disparos que atingiram Sharley Jr., o PM Ariel da Cruz Bastos teve a prisão temporária decretada no dia 28 de julho, pela Vara Criminal de Jutaí, com o limite máximo de 90 dias de restrição de liberdade.

Com a decisão da última sexta-feira (18), o PM deixa o regime temporário e passa a cumprir medida preventiva no quartel da Polícia Militar em Tefé, distante 432 quilômetros de Manaus, e que pode seguir até dois anos.

Polícia Militar se manifesta

O Comando Geral da Polícia Militar informa que o militar foi ouvido pela Polícia Civil do município, e já foi afastado de suas funções. A Polícia Militar do AM também informa que o PM responde a um Inquérito Policial Militar (IPM).

Em nota, a Polícia Militar ressalta que “não compactua com abusos e excessos que contrariem a lei e a ordem, prezando sempre pelo bem comum, com o dever de servir, proteger e preservar os direitos individuais e coletivos, e que todos os elementos apresentados durante o processo investigatório serão apurados da forma transparente que o caso requer”.

Leia mais >> PM que matou jovem no interior do AM já sofreu inquérito por abuso de autoridade.

Repórter

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