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Cotidiano
CARNE FRACA

Justiça Federal bloqueia R$ 1 bilhão dos maiores frigoríficos do país

Cerca de 1.100 policiais federais cumpriram 309 mandados judiciais em sete estados - 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão nas casas e escritórios dos investigados 17/03/2017 às 17:06 - Atualizado em 23/03/2017 às 16:25
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Foto: Agência Brasil
Marli Moreira (Agência Brasil)

A Justiça Federal no Paraná determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão dos maiores frigoríficos do país investigados na Operação Carne Fraca, deflagrada hoje (17) pela Polícia Federal com objetivo de averiguar um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos envolvendo as empresas e fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Segundo a PF, Carne Fraca é, em números, a maior operação já realizada pela corporação no país, e teve como alvo os frigoríficos que detém as marcas Sadia, Perdigão e o JBS, que opera com Seara, Swift, Friboi e Vigor. Cerca de 1.100 policiais federais cumpriram 309 mandados judiciais em sete estados - 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão nas casas e escritórios dos investigados e em empresas que fariam parte do esquema.

São Paulo

Em São Paulo, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão; duas empresas e seis residências estão no alvo da operação – uma em Santo André e cinco na capital –; três de prisão preventiva (um em Santo André e dois em São Paulo); seis de condução coercitiva; e um de prisão temporária.

Até agora, dois homens e uma mulher foram presos em São Paulo e levados à sede da Superintendência da Polícia Federal paulista, de onde devem ser encaminhados para Curitiba para depor sobre o esquema de fraude envolvendo o comércio de carne.

Paraná, MG e Goiás

Em quase dois anos de investigação, descobriu-se que as superintendências regionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento nos estados do Paraná, Minas Gerais e Goiás atuavam diretamente para proteger os grupos empresariais, em detrimento do interesse da coletividade.

De acordo com a apuração, os agentes públicos envolvidos no esquema valiam-se do poder fiscalizatório de seus cargos e facilitavam a produção de alimentos adulterados, mediante pagamento de propina, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva. Uma das irregularidades detectadas foi a remoção de agentes públicos com desvio de finalidade para atender aos interesses dos grupos empresariais.

Assim, eram viabilizadas ações ilegais de frigoríficos e empresas do ramo alimentício, que operavam em total desrespeito à legislação vigente. As ordens judiciais foram expedidas pela 14ª Vara da Justiça Federal em Curitiba e estão sendo cumpridas no Distrito Federal e em seis estados: São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goias.

Errata:

Diferentemente do que foi publicado, informamos que as marcas Batavo e Elegê não pertencem a BRF como foi citado na matéria. Desde 2015, estas marcas passaram a integrar o portfólio da Lactalis, e atua seguindo rigorosos processos de segurança visando a qualidade dos seus produtos e o respeito aos consumidores.

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