Sábado, 25 de Maio de 2019
PARTICIPAÇÃO

Justiça manda soltar prefeito afastado de Maraã acusado de mandar matar rival

Luiz Magno ganhou liberdade após testemunha do caso mudar versão e negar que vinha sendo ameaçada pelo suspeito. Agora ele responde em liberdade



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(Divulgação/Daniel Maciel)
19/01/2017 às 14:16

A Justiça do Amazonas ordenou hoje (19) a soltura do prefeito afastado de Maraã, Luiz Magno Praiano Moraes (PMDB), acusado de mandar matar o rival político dele e ex-prefeito do município, Cícero Lopes (Pros), assassinado a tiro em fevereiro de 2016. Magno estava preso desde o dia 21 de dezembro, quando foi detido em operação coordenada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

A decisão de conceder liberdade provisória a Luiz Magno foi tomada pela desembargadora Carla Reis, após atender um parecer de relaxamento de prisão feito pelo próprio MP-AM, através da procuradora-geral de Justiça em exercício Leda Mara Albuquerque, considerando um pedido dos advogados de defesa de Luiz Magno que defenderam a falta de motivos para a permanência dele na prisão.

No pedido de liberdade, os advogados alegaram a mudança de depoimento de uma das testemunhas do caso, que foi até a sede do Ministério Público, em Manaus, sete dias após a prisão, e mudou sua versão. A testemunha negou que estava sendo ameaçada e coagida pelo ex-prefeito Luiz Magno, como havia alegado anteriormente. A testemunha disse que havia participado de uma trama com a intenção de induzir o MP-AM a requerer a prisão do ex-prefeito.

No pedido de liberdade, os advogados também alegaram que Luiz Magno tem “colaborado com a polícia todas as vezes em que foi chamado a prestar declarações” e que por isso não havia necessidade de mantê-lo em prisão. Apesar da liberdade, o prefeito afastado de Maraã continua sendo investigado por envolvimento no assassinato do ex-prefeito Cícero Lopes.

Outros suspeitos


Prisão de outros três suspeitos do crime (Foto: Evandro Seixas)

Outras três pessoas estão presas suspeitas de participação no assassinato de Círcero Lopes: Aldemir Alves de Freitas, Lázaro Moraes de Assis e Marcos Aleksandro Praiano da Silva – primo de Luiz Magno. Todos os três foram presos em março de 2016. A investigação segue em segredo de justiça.

A prisão

O prefeito afastado de Maraã Luiz Magno (PMDB) foi preso no dia 21 de dezembro do ano passado na sede do município, localizado a 634 quilômetros de Manaus, durante operação do Ministério Público. Ele foi trazido à capital, fez exames de corpo de delito e seguiu para o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM). Depois, Magno prestou depoimento ao MP-AM e desde então permanecia preso.

O crime

O então prefeito de Maraã, Cícero Lopes (Pros), foi assassinado com um tipo de espingarda calibre 16 na noite de 28 de fevereiro deste ano, na frente da residência dele. Ele estava no cargo desde 2013 e Luiz Magno era o vice-prefeito da cidade. A família de Cícero defende a tese de que o assassinato dele se deu por motivação política e que Luiz Magno, então vice-prefeito, tinha participação no crime. Após a morte de Cícero, Magno assumiu o comando da prefeitura.


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