Domingo, 19 de Maio de 2019
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Justiça reúne hoje rodoviários e donos de empresas de ônibus para tentar novo acordo

Greve marcada para hoje não ocorreu e eles terão nova chance para entrar em acordo sobre pagamento do ticket-refeição. Porém, já teve até agressão física entre os próprios rodoviários



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Uma das dezenas de audiências entre rodoviários, donos de empresas e a Justiça
10/07/2015 às 11:33

A paralisação do sistema de transporte público urbano em Manaus, programada esta sexta-feira (10), não aconteceu, mesmo sem acordo entre donos de empresas de ônibus e rodoviários. Uma nova reunião para hoje foi marcada entre a Justiça, a Prefeitura de Manaus e as partes. Porém, já teve agressão física entre os próprios rodoviários.

O Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM) exige o pagamento integral, de uma só vez, no início do mês, do vale-alimentação. Atualmente, o ticket-refeição é pago semanalmente aos trabalhadores, no início de cada semana. Antes, tal benefício era pago de uma única vez, mas passou a ser fracionado.

Áudios e quebra-quebra

Ontem, a reportagem teve acesso a áudios enviados pelo aplicativo de celular WhatsApp com informações sobre uma convocação para greve geral dos rodoviários, que aconteceria hoje caso não fosse feito acordo sobre o ticket-alimentação. Apesar de não ter ocorrido greve, houve confusão com agressão física entre os rodoviários, que acusam a diretoria pelo ato.


Contrários à diretoria do STTRM foram agredidos

Audiência de ontem

Na reunião de ontem na sede do TRT, no bairro Praça 14, Zona Sul, a presidente do Tribunal, desembargadora Mª das Graças Alecrim Marinho, citou que não existe obrigatoriedade na lei para que esse benefício seja pago semanalmente ou de uma única vez, embora a categoria tenha alegado que era praxe habitual o pagamento integral.

O advogado do Sinetram, Fernando Borges, disse que o ticket-refeição e a cesta básica vêm sendo pagos fracionados devido à “crise financeira” do Amazonas, o não repasse de verbas às empresas referente ao subsídio com a Prefeitura de Manaus e devido uma dívida com a empresa gerenciadora dos cartões-alimentação (DDCRED), o que vem sendo negociado.

Diante disso, a procuradora-chefe do MPT, Alzira Melo Costa, sugeriu que o vale-alimentação continue a ser pago semanalmente nos próximos seis meses até que as empresas superem a crise e a Prefeitura volte a cumprir o subsídio. Porém, o procurador-geral do Município, Marcos Cavalcanti, afirmou não haver previsão para o fim da crise econômica.

O Sinetram concordou com o prazo de seis meses para as empresas retornarem o pagamento do ticket-refeição de uma única vez nos cartões, ou antes disso se possível. Entretanto, o STTRM discordou da proposta por entender que o compromisso trabalhista tem que ser mantido independente de crise. Uma nova reunião foi marcada para hoje.


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