Segunda-feira, 26 de Outubro de 2020
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Laboratório do Hemoam vai ampliar 'Teste do Pezinho'

Atualmente o exame é realizado em postos de coleta que funcionam em unidades de saúde de todo o Estado, tanto na capital, quanto no interior



1.jpg Teste do pezinho
26/04/2013 às 18:29

A Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), referência na análise do “Teste do Pezinho” para toda a região Norte, está se preparando para ampliar o alcance do exame. A intenção é permitir a detecção de um número maior de doenças raras, em recém-nascidos.

O secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, explica que, atualmente, as análises realizadas pelo laboratório da FHemoam estão inseridas na chamada fase 1 deste procedimento e permitem a detecção do hipotireoidismo congênito e da fenilcetonúria. O objetivo é avançar para a fase 2, que inclui a triagem, o diagnóstico e o tratamento da doença falciforme e outras hemoglobinopatias em recém-nascidos.



Nelson Fraiji, diretor-presidente da FHemoam, explica que no período de 6 a 20 deste mês, uma equipe de profissionais da Fundação participou, no Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcante (Hemorio), no Rio de Janeiro, e no Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), de um treinamento promovido pelo Ministério da Saúde, sobre o tema.

Segundo Fraiji a meta do Ministério da Saúde é igualar todos os laboratórios de hemocentros do Brasil na fase III, até o fim deste ano. Nesta fase são detectadas além do Hipotireoidismo Congênito, Fenilcetonúria e Hemoglobinopatias, a Fibrose Cística. Para 2014, a meta é atingir a fase IV, uma novidade que vai incluir no diagnóstico, a Biotinidase que, se não tratada, pode levar ao retardo mental e a Síndrome Adrenal Congênita.

“Agora, nós teremos uma ação preventiva mais ampla. Poderemos detectar precocemente essas doenças e intervir, evitando sequelas, para que essa criança venha a ter uma vida de qualidade. Ou seja, é um olhar para a atenção primária da saúde pública do nosso Estado”, disse Fraiji.

Além do treinamento dos profissionais, para a evolução do laboratório da FHemoam à chamada fase II do “Teste do Pezinho”, a unidade deverá realizar em breve uma licitação para aquisição de materiais e equipamentos. “Em relação aos recursos humanos já estamos aptos”, disse a bioquímica do Hemoam, Lilian Moreira. Após a licitação, o Ministério da Saúde fará uma vistoria no laboratório, para avaliar se os procedimentos estão dentro das exigências do Programa Nacional de Triagem Neonatal.

O teste

Lilian Moreira diz que a coleta do “Teste do Pezinho” é realizada em postos de coleta que funcionam em unidades de saúde de todo o Estado, tanto na capital, quanto no interior. Em seguida, as amostras são enviadas ao laboratório de referência da FHemoam, para análise. O resultado sai em duas semanas, em média. Quando detectada alguma anormalidade, o recém-nascido é encaminhado para o Serviço de Referência em Triagem Neonatal, composto de médicos pediatras, psicólogos e nutricionistas, que atendem aos pacientes para que eles recebam o tratamento adequado. O Serviço funciona, há 11 anos, na Maternidade Balbina Mestrinho, também do Governo do Estado.

Segundo Lilian Moreira, o período ideal para coleta do exame é do 5º ao 7º dia após o nascimento. “Quanto mais cedo o diagnóstico dessas anormalidades, melhor para o tratamento do bebê para evitar sequelas como distúrbios do metabolismo, retardo mental, doenças do sangue, entre outras detectáveis no teste do pezinho”, explica.

O teste do pezinho pode ser feito diretamente no Hemoam, de segunda a sexta-feira, de7h30 às 9h30. É necessária a carteira de vacinação do bebê e a requisição do médico, entregue na hora do nascimento.

*Com informações da assessoria de imprensa da Susam



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