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Lançamento: Hilux 2016 chega às concessionárias locais no próximo dia 18, mais off-road do que nunca

Com uma proposta renovada prezando mais pelo off-road, mas sem deixar de lado o aspecto urbano e o conforto interno - que aproximam o modelo cada vez mais à proposta de um carro de passeio - o veículo chega às lojas em seis versões diferentes 09/11/2015 às 00:49
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Montadora japonesa apostou no reforço das principais características da Hilux, focando ainda mais na força e desempenho fora do asfalto
Victor Affonso Mendonza, Argentina

“Uma nova era para picapes” e “Mais Hilux do que nunca”. Foi com base nesses dois pilares que a Toyota norteou a idealização da nova Hilux 2016, apresentada à imprensa brasileira – a primeira que teve acesso ao veículo – nesta semana em Mendonza, na Argentina, país que concentra a fabricação continental da picape média (a principal categoria entre picapes no Brasil). Com uma proposta mais off-road, mas sem deixar de lado o aspecto urbano e o conforto interno, o veículo chega às concessionárias a partir do próximo dia 18, em seis versões diferentes, com preço máximo de R$ 188 mil.

Após quase quatro anos de desenvolvimento, a montadora japonesa apostou no reforço das principais características da Hilux, focando ainda mais na força e desempenho fora do asfalto, mas sem perder a identidade que o modelo carrega há anos, perto de um carro de passeio. O design, seja interno ou externo, também evoluiu, e por dentro a picape se parece mais com um SUV, com todo o conforto e equipamentos que oferece (entre eles ganchos nos bancos e apoio de braços na frente e atrás).

Outra novidade desta geração, única na categoria, são as saídas de ar-condicionado disponíveis para os passageiros de trás, além de resfriarem também o porta-luvas, que agora pode ser usado como uma espécie de refrigerador. Fechando o ambiente interno com chave de ouro está o novo sistema multimídia, intitulado Toyota Play, que traz TV Digital, GPS, DVD, câmera de ré, acesso Bluetooth e outros serviços configuráveis.

O para-choque robusto dá um ar de agressividade à Hilux 2016, que também conta com caixas de roda mais largas e fárois de LED com ar futurista.  Na verdade, se comparada à versão anterior, esta está mais alta, mais larga e mais comprida. A suspensão sofreu alteração e agora está 50 milímetros maior do que a anterior, o que dá mais estabilidade na direção. A tração, 4x4 ou 4x2, agora é acionada por um simples botão, facilitando a troca na hora de guiar. A durabilidade é outro destaque da nova picape, que promete não quebrar tão cedo mesmo com a capacidade máxima de carga utilizada constantemente. O isolamento acústico interno também foi outra grande promessa da Toyota, cumprida quase ao total –já que o automóvel é menos barulhento para quem anda atrás do que para o motorista, por exemplo.

O inédito motor 2.8 concentra 177 cavalos, e o torque responde melhor em baixa rotação. O consumo varia entre 9 km/L a 10,5 km/L na versão automática (em ambientes urbanos e off-roads, respectivamente) e 9,3 km/L a 10,2 km/L na versão manual. Em todos os modelos, sejam manuais ou automáticos, a transmissão é de seis marchas. Mesmo com 200 cilindradas a menos do que a versão anterior da Hilux, esta evolução melhora o nível de consumo e desempenho, já que tem 6cv a mais. O assistente de subidas e descidas, assim como os modos ECO (economia de combustível) e Power (aumento na resposta da aceleração), são outros grandes trunfos do modelo, que ainda traz airbags para os joelhos do motorista, visando maior segurança.

Vendas

Evandro Maggio, diretor comercial da Toyota do Brasil, revelou que Manaus é uma das mais importantes cidades da Região Norte do País em questão de vendas para a Toyota. “Manaus é fenomenal, tem um parque maravilho. Claro que toda a região (Norte) é importante, como o Acre, mas Manaus é a principal cidade lá. A participação relativa é muito boa”, admitiu o executivo.

Neste primeiro momento, a Hilux 2016 será lançado apenas em versão diesel, combustível que segundo executivos da Toyota representa quase todo o mercado de picapes médias no Brasil. Motores flex serão integrados só no segundo semestre do ano que vem. Já a SW-4, versão SUV da Toyota, será lançada ainda no primeiro semestre de 2016.

“Mesmo com a crise, esperamos vender cerca de 20 mil unidades só este ano”, afirma Evandro Maggio. Segundo ele, a expectativa de comercialização neste primeiro momento gira em torno de 60% em cima do modelo SRX, o mais top, e 40% na versão SR. “A demanda inicial maior, que vamos conseguir atender, está em cima disso. Vamos oferecer a linha inteira desde o início, mas vamos conseguir entregar inicialmente essas duas. Mas vamos aumentar a capacidade rapidamente, em um ou dois meses. A demanda total que estamos configurando é 20% para a versão top, 40% para a intermediara e os outros 40% para as outras versões”.  As versões chassi-cabine e cabine simples corresponde a aproximadamente 10% da demanda total, completa.

Impressões

Realmente o novo modelo da picape foi pensando principalmente para circuitos off-roads. O assistente de subida e descida impressiona pela força, estabilidade e segurança que o motorista sente ao realizar manobras mais arriscadas. Quando este modo está acionado, é possível subir terrenos íngrimes com uma leve porém contínua aceleração. Já nas descidas, basta manobrar o volante, sem ser necessário acelerar ou frear – o carro faz isso por você. A mesma preocupação não existe para buracos grandes, que são ultrapassados sem muito esforço. Com direção macia e pontual, a picape também oferece uma resposta rápida nas curvas e uma retomada impressionante de velocidade.

O ruído interno aparenta ser menor do que outras picapes da categoria, porém ainda deixa um pouco a desejar, principalmente para o motorista que trafega em ambiente urbano ou rodovias de asfalto, por ainda ouvir a vibração do motor, assim como barulhos externos, como o próprio vento. O isolamento acústico funciona bem melhor para os passageiros do banco de trás, onde sons de fora são praticamente anulados. Nas estradas não-convencionais, por rodar numa velocidade mais baixa, aí sim o isolamento acústico é notado. Quanto ao desempenho total no asfalto, a Hilux também não decepciona, ao oferecer uma aceleração rápida e uma estabilidade invejável por automóveis concorrentes.

A principal falha prática, do ponto de vista de um jornalista com 1,86 metros de altura, são as alças de apoio que ficam na parte superior do veículo (são oito ao todo, quatro fixas no teto e outras quatro nos cantos das portas). Por  não serem retráteis, o que tornaria as peças mais frágeis, as alças se destacam um pouco além do normal e podem ser um obstáculo para motoristas em terrenos off-roads, que facilmente bateriam a cabeça durante o chacoalhar do veículo. De acordo com a montadora, as alças expostas desta forma servem para dar mais segurança e apoio aos passageiros. Por outro lado, 20 novos acessórios estão sendo lançados com a Hilux 2016.


Versões

Chassi-cabine simples 4x4, com transmissão manual: R$ 114.860,00

STD(cabine simples) 4x4, com transmissão manual: R$ 118.690,00

STD (cabine dupla) 4x4, com transmissão manual: R$ 130.960,00

SR (cabine dupla) 4x4, com transmissão automática: : R$ 162.320,00

SRV (cabine dupla) 4x4, com transmissão automática R$ 177.000,00

SRX (cabine dupla) 4x4, com transmissão automática:  R$ 188.120,00


Números

16 milhões: Quantidade de Hilux vendidas em todo o mundo, através de mais de 180 países ao longo de quase 40 anos.

182 mil: Número de veículos, entre diversos modelos, que a Toyota estima vender até o fim deste ano só no Brasil.


Saiba mais

No segmento picape média a diesel, a Toyota recentemente assumiu a liderança brasileira, há cerca de três meses. Com isso, passou a também ocupar a liderança geral da categoria, antes concentrada pela Chevrolet desde que a S-10 foi lançada.

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