Publicidade
Cotidiano
Notícias

Lançamentos da Fiat, 500L Trekking e 500L Living agitam o mercado europeu

O Trekking se mostra um carro agradável de ser guiado no fora-de-estrada. A maior altura do solo permite andar rápido em pisos de terra batida sem se preocupar em bater o fundo no chão 17/08/2013 às 11:11
Show 1
O motor de 105 cv empurra satisfatoriamente. Os assentos extras na 3ª fileira são de “emergência
Carlo Valente (AUTO PRESS) ---

A Fiat gosta de variar bastante sobre a mesma ideia. Fez isso durante muito tempo na Europa com o Panda – ou, no Brasil, com modelos como o Uno original e o Palio. Agora, o 500 é a “bola da vez”. Além do subcompacto original – que também tem uma variante conversível –, a marca italiana lançou recentemente o monovolume 500L. E, a partir dele, criou duas novas leituras. O aventureiro leve Trekking e o familiar Living, com espaço para até sete lugares. Todas variações leves e fáceis de serem produzidas, mas que ampliam bastante o leque de opções de um mesmo carro.

Os dois são feitos na mesma fábrica da Fiat em Kragujevac, na Sérvia – a mesma do 500L. Além deles, a marca já confirmou que em 2014 aparece um crossover sobre a mesma plataforma com o nome de 500X. Esse último, aliás, tem sido cogitado pela Fiat para ser feito no Brasil e disputar mercado com o Ford EcoSport e Renault Duster.

MAIS DEPOJADO

Enquanto isso não acontece, a aposta é no mais despojado 500L Trekking. Que já tem algumas alterações em relação ao modelo base para poder superar “obstáculos de natureza média”. É, como a própria Fiat classifica, uma versão que é possível ousar um pouco mais.

O “espírito off-road” – não chega a ser uma vocação – é garantido pela altura livre do solo de 14,5 cm, 10% a mais que no 500L. A carroceria também é 12 cm mais comprida e 2 cm mais alta do que no monovolume. A principal adição no quesito fora-de-estrada, no entanto, é o que a Fiat chama na Europa de Traction +, exatamente o mesmo mecanismo conhecido aqui de Locker. Através do mesmo hardware do controle de tração, o sistema faz um bloqueio eletrônico do diferencial e ajuda a superar situações de baixa aderência.

No caso do 500L Living as alterações são basicamente na carroceria. O “milagre da multiplicação de assentos” foi conseguido através de uma adição de 20 cm em relação ao 500L – 8 cm a mais que o Trekking. A Fiat até admite que o espaço na terceira fileira não é para pessoas muito grandes. Mas tenta compensar com uma fácil modularidade do interior que permite, quando todos os bancos ficam rebatidos, levar até 1.700 litros de bagagem.

Como é de se imaginar, ambos partilham basicamente a mesma oferta de motores. O familiar pode vir com um bicilíndrico de 105 cv a gasolina e duas variações a diesel com potências entre 85 e 105 cv. O aventureiro ainda adiciona um 1.4 a gasolina de 95 cv. Na Itália, o 500L Living tem preço inicial de 19.200 euros, cerca de R$ 58 mil, enquanto o Trekking parte de 19.650 euros, ou R$ 59,4 mil.

Mesma essência

Mesmo com poucas mudanças estruturais em relação a um 500L tradicional, o Trekking se mostra um carro agradável de ser guiado no fora-de-estrada. A maior altura do solo permite andar rápido em pisos de terra batida sem se preocupar em bater o fundo no chão.

Quando a situação fica mais crítica, o Traction+ consegue dar um ânimo extra e, de fato, tira o Trekking de algumas enrascadas que um carro tradicional de seu porte ficaria atolado. Assim como o 500L, a visibilidade é um destaque. Ampliada inclusive pelo teto solar – um opcional.

A versão testada tinha um 1.3 diesel de 85 cv sob o capô. E, como era esperado, a força disponível em baixos giros não decepcionou. Os 20,4 kgfm de torque são generosos e suficientes para mover o compacto.

Publicidade
Publicidade