Sábado, 25 de Maio de 2019
POLÍTICA

Lava Jato: Supremo Tribunal Federal manda TRF investigar Artur Neto

O diretor de relações institucionais da empresa, Cláudio Melo Filho, em delação premiada, disse que o prefeito de Manaus recebeu R$ 300 mil em propinas da construtora Odebrecht



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Na lista de propina da empreiteira Odebrecht, Artur Neto aparece com a alcunha de “Kimono". Foto:
11/04/2017 às 21:25

O prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), será alvo de investigação no âmbito da Lava Jato. O relator da operação no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, enviou ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF/1) as citações ao tucano. Caberá ao TRF1 abrir inquérito ou arquivar o processo. 

Na lista de propina da empreiteira Odebrecht, Artur Neto aparece com a alcunha de “Kimono”. O diretor de relações institucionais da empresa, Cláudio Melo Filho, em delação premiada, disse que o prefeito de Manaus recebeu R$ 300 mil em propinas da construtora Odebrecht durante a campanha para o Senado Federal, em 2010.

Prefeito nega
Por meio da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), o prefeito de Manaus, Artur Neto, reafirmou que a doação recebida da Odebrecht para a campanha de 2010 ao Senado foi declarada à Justiça Eleitoral e que nunca teve nenhuma obra da empresa na gestão dele enquanto prefeito. O inquérito, segundo a Semcom, é bem-vindo para esclarecer de vez essa questão.

Mais cindo políticos do Amazonas serão investigados
O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou na tarde desta terça-feira (11) a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. Da bancada do Amazonas, os investigados serão os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM), além do deputado federal Alfredo Nascimento (PR-AM) e o presidente estadual do PCdoB, Eron Bezerra, marido de Vanessa Grazziotin.

Na noite de hoje, os quatro parlamentares do Amazonas com mandatos e o ex-deputado estadual Eron Bezerra negaram com veemência qualquer envolvimento com ilícitos, recebimentos de propina e que todas as contribuições eleitorais foram devidamente declaradas e aprovadas na Justiça Eleitoral.

 


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