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Cotidiano
Teste do Quadril

Lei obriga teste para detectar problemas nas articulações de quadris de recém-nascidos

O exame de Ortolani, o Teste do Quadril, passou a ser obrigatório no Amazonas. Ele é feito logo após o nascimento e consegue detectar precocemente problemas podem afetar o crescimento da criança 18/07/2016 às 15:55 - Atualizado em 18/07/2016 às 16:05
Show recem nascido maternidade
Com diagnóstico precoce, 95% das crianças com problemas podem ter o quadro revertido (Reprodução)
acritica.com

A lei estadual 4.347/2016, sancionada este mês pelo governador José Melo, torna obrigatória em todas as maternidades do estado a realização do exame de Ortolani (Teste do Quadril) nos recém-nascidos. O teste, que já faz parte da rotina das sete maternidades da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), é adotado para detectar precocemente problemas nas articulações do quadril, que podem afetar o crescimento da criança.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza, o Teste do Quadril é realizado logo após o nascimento da criança. “É um exame simples, mas que pode evitar que a criança tenha problemas futuros, que atinjam o desenvolvimento dos membros inferiores e afetem inclusive a coluna”, afirmou.

A médica neonatologista do Instituto da Mulher Dona Lindu, Fabiane Marinho, explica que o médico movimenta as pernas e o quadril do bebê, que deve estar deitado. A ação serve para analisar as articulações e a estabilidade da região. “Esse simples movimento é capaz de verificar se a criança possui uma luxação congênita nessa parte do corpo. A luxação ocorre quando, durante a formação da criança, o quadril fica ‘fora do lugar’. Nesse caso, a criança pode ficar com uma perna maior do que a outra e até desenvolver problemas na coluna”, afirmou.

Fabiane Marinho frisa que não há causa definida para que a criança apresente problemas no quadril, mas alguns fatores podem estar relacionados, dentre eles, a posição uterina, o fato de ser a primeira gravidez, além do histórico familiar de doenças nessa região do corpo.

A médica ressalta que com o diagnóstico precoce, 95% das crianças que nascem com problemas no quadril podem ter o quadro revertido. “Quando a doença é identificada ainda na maternidade, a criança já recebe o encaminhamento para fazer acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Prefeitura”, acrescentou.

Para que o tratamento alcance melhor resposta, o ideal é que seja feito até os seis meses de vida. A médica diz que, nesse caso, a criança utiliza um dispositivo chamado suspensório de Pavlik, que são tiras de tecido que ajudam a manter a estabilização do quadril. A criança utiliza esse dispositivo por cerca de dois meses. “Após os seis meses, o suspensório não tem efeito e o tratamento é feito com gesso. Depois de um ano, apenas cirurgia pode reverter o quadro”, destacou a médica.

Para a médica, o teste é uma medida simples que pode prevenir problemas sérios. “Os pais devem ficar atentos e exigir que o exame seja realizado ainda na maternidade”.

Outros exames

Além do teste do quadril, as maternidades da rede estadual de saúde realizam outros cinco exames neonatais ainda nos primeiros dias do bebê. São eles: Teste do Pezinho, Teste do Coraçãozinho, Teste do Olhinho e Teste da Orelhinha.

Teste do Pezinho

O Teste do Pezinho é usado para diagnosticar as seguintes doenças: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Fibrose Cística, e Anemia Falciforme e outras hemoglobinopatias. É feito por meio da coleta de sangue do calcanhar.

- Fenilcetonúria (causada pela deficiência no metabolismo do aminoácido fenilalanina, sendo que o acúmulo no organismo pode causar deficiência mental);

- Hipotireoidismo Congênito (causada pela insuficiência do hormônio da tireóide, sendo que a falta de tiroxina pode causar retardo mental e comprometimento do desenvolvimento físico);

- Fibrose Cística (doença genética grave, que afeta as glândulas exócrinas, provocando alterações nos pulmões, pâncreas, fígado e intestino).

- Anemia Falciforme e outras hemoglobinopatias (pode causar anemia, atraso no crescimento, dores e infecções generalizadas);

Teste do Coraçãozinho

O Teste do Coraçãozinho é usado para diagnosticar doenças cardíacas e é feito por um aparelho de pressão chamado oxímetro, que é colocado no bebê para avaliar a oxigenação do sangue. Se o equipamento apontar diferença, a criança pode ter algum problema cardíaco

Teste do Olhinho

O Teste do Olhinho é usado para diagnosticar alterações oculares, que podem levar à cegueira. O exame é feito com um feixe de luz direcionado nos olhos da criança. Se eles forem saudáveis, emitirão uma cor avermelhada.

Teste da Orelhinha

O Teste da Orelhinha é usado para diagnosticar surdez e é feito por um pediatra, que coloca um aparelho similar a um fone de ouvido na criança, que é capaz de identificar a surdez.

*Com informações da assessoria de imprensa

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