Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
POLÍTICA

Leilão da Amazonas Energia é adiado e deve ocorrer somente após as eleições

A medida para adiar o leilão foi articulada pelo senador Eduardo Braga que preside a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI)



eduardo_braga_C3F8EDDD-BB07-43F2-959E-39234858AAD8.JPG Foto: Divulgação
04/09/2018 às 21:15

Um acordo costurado politicamente conseguiu adiar o leilão da Amazonas Energia, previsto inicialmente para 26 de setembro. A façanha do senador Eduardo Braga foi articular a aprovação de uma emenda que, em resumo, exclui a distribuidora do atual programa de desestatização.

O adiamento é resultado de um acordo celebrado com o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (PSB/PE), para que o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/2018, que viabiliza a privatização das distribuidoras da Eletrobras, seja apreciado em plenário pelos senadores em 9 de outubro, após as eleições. 



Antes de seguir para o plenário, o projeto está sendo apreciado por três comissões do Senado simultaneamente: a de Serviços de Infraestrutura (CI), que é presidida por Eduardo Braga; a de Assuntos Econômicos (CAE), e a de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Sistema SIN

No primeiro colegiado, a relatoria da matéria ficou sob a responsabilidade de Eduardo e na qual ele apresentou e aprovou emenda que permite a concessão da Amazonas Energia depois da conclusão das obras que interligam todos os municípios do estado ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

“O objetivo é garantir que a interligação dos municípios do interior do Amazonas ao SNI ocorrerá sob a tutela da Eletrobras, já que a distribuidora desempenhará papel relevante nesse processo”, afirma Eduardo no relatório. “Os municípios que serão conectados ao SIN, a partir de 2018 são: Humaitá, por meio da interligação com Porto Velho; Parintins, por meio da interligação com Oriximiná; Barreirinha, Boa Vista SF/18675.00321-98 13 de Ramos, Urucurituba e Maués a partir da interligação ao município de Parintins”, acrescenta.

O senador, que é candidato à reeleição, foi ministro de Minas e Energia do governo de Dilma Rousseff, entre  dezembro de 2014 a abril de 2016, quando tinha gerência política no comando da estatal Eletrobras.


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