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Cotidiano
Tecnologia

Livros digitais crescem no mercado, e notebook é o preferido para a leitura

Pesquisa nacional mostra que na região Norte os leitores digitais preferem usar o computador pessoal para ler livros, hábito de 63% dos internautas brasileiros 22/10/2016 às 19:19 - Atualizado em 23/10/2016 às 09:49
Show digital
A leitura de livros digitais em Tablets lidera a preferência apenas entre os consumidores de classe A, diz o CONECTAí (Arquivo/AC)
Silane Souza Manaus (AM)

Ler um livro em uma tela e não no formato tradicional, em papel, é um hábito de  63% dos internautas brasileiros, sendo que o aparelho mais usado para a leitura dos chamados e-Books, o livro digital, é o notebook (38%). O equipamento é, inclusive, mais utilizado também pelos moradores do Norte (43%). São os dados da 3ª onda do CONECTAí Express, pesquisa nacional online realizada pelo Conecta e divulgada  semana passada.

O livro em formato digital ganha cada vez mais mercado e se consolida como boa alternativa para os leitores e estudantes, principalmente os mais jovens. Para esse público, não importa a plataforma, mas sim o hábito de ler. “A maioria das pessoas ainda gosta de ler livros em papel, mas a facilidade e a comunidade dos livros digitais fazem com que esse formato comece a ser mais utilizado por todos que gostam de ler”, aponta a estudante universitária Rachel Verçosa, 19. 

Ela conta que se encaixa nesse perfil. Quando o livro é muito caro ou quando precisa fazer uma pesquisa de um determinado assunto é a tecnologia que a universitária recorre. “Podemos ler os livros digitais basicamente em qualquer lugar como no escuro, por exemplo. O livro físico de papel não. Além do mais, o custo benefício do digital é mais favorável, já que, caso seja pago, geralmente é mais barato que o de papel, sendo que tem o mesmo conteúdo”, observa.

Para a tecnóloga da área de pesquisas Jéssica Costa, 25, a interatividade é um dos atrativos dos livros digitais disponíveis no mercado editorial brasileiro. “Você pode lê-los no notebook, no celular, em leitores digitais, enfim, tem uma gama de facilidade. Ainda tem a vantagem de que eles não tomam muito espaço como os livros em papel e também não acumulam  poeira, além de serem fáceis para baixar, práticos e baratos. Tenho muitos títulos (ficção, fantasia, filosofia, romance...), por conta de tudo isso”, revela. 

Custo-benefício

A estudante Bruna Pacheco, 16, como uma boa amante das novas tecnologias, diz que as vantagens dos livros digitais são inúmeras sem contar que se encontram títulos de todos os gêneros tanto a um preço acessível quanto até de forma gratuita. “Tem muito site que disponibiliza os livros de forma grátis. Você pode ler online ou fazer download em PDF para ler no computador e ePUB e Mobi para ler nas plataformas móveis. É muito fácil e barato! Ao contrários dos livros em papel que são caros”.

Outras plataformas

Além do PC/notebook, a pesquisa do CONECTAí mostra que entre os aparelhos mais usados para ler livro online aparecem smartphone (31%),  tablet (17%) e Smart TV (1%). O PC/notebook é mais usado pelos moradores do Nordeste (46%) e do Norte/Centro-Oeste (43%). O smartphone é mais utilizado pelos jovens de 16 a 24 anos (41%) e também pelos internautas do Nordeste (35%). Já o tablet é, sobretudo, usado pela classe A (33%).

Blog: Maria  Moraes de Lima - Doutora em L. Portuguesa

"O acesso aos livros digitais é extremamente importante e deve ser incentivado para que esse grupamento  social que existe na nossa realidade atual, que é imediatista e tecnológico, entre no universo da leitura. Essa nova geração tem muita curiosidade, mas não tem paciência para aquisição de conhecimento de forma mais sistemática e tradicional, como num livro de papel. A tecnologia dá reposta rápida e se isso desperta a curiosidade desse público é importante que as instituições de ensino utilizem essa ferramenta para fazer com que desenvolva o gosto pela leitura. Eu acredito que o aumento de leitores digitais não interfere no mercado de livros impressos porque são públicos diferentes. Mas, lógico, com o tempo, essa nova geração vai amadurecendo e, consequentemente, a outra geração que vier desenvolverá ainda mais o hábito pela leitura digital e isso, a médio prazo, deve influenciar no número de pessoas que vai preferir os livros digitais em vez dos impressos. Porém eu acredito que isso não extinguirá os livros impressos".

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