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Liberdade de imprensa não é ‘liberdade de insultar’, diz premiê Turco sobre charges de Maomé

Primeiro-ministro da Turquia qualificou como “grave provocação” a publicação de mais charges do profeta Maomé. Talibã afegão também condenou novas caricaturas no jornal satírico francês Charlie Hebdo 15/01/2015 às 09:13
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Edição histórica de 3 milhões de exemplares do Charlie, ontem, trouxe novamente imagem de Maomé
Agência Lusa ---

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse hoje (15) que a liberdade de imprensa não é a “liberdade de insultar” e qualificou a publicação de caricaturas do profeta Maomé de uma “grave provocação”. “A liberdade de imprensa não significa a liberdade de insultar”, destacou o primeiro-ministro, em Ancara, antes de partir para Bruxelas. Ele ressaltou que “não se pode aceitar insultos ao profeta”.

O primeiro número do jornal satírico Charlie Hebdo depois do ataque à redação na semana passada tem na capa uma caricatura de Maomé, com lágrima no olho, segurando uma folha com a frase Je suis Charlie (Eu sou Charlie), a mesma que foi usada por milhões de pessoas que se manifestaram em defesa da liberdade de expressão. A capa tem como título “Tudo está perdoado”.

Na quarta-feira da semana passada (7), dois homens encapuzados e armados, os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, de 32 e 34 anos, respectivamente, entraram na redação do Charlie Hebdo e mataram 12 pessoas. Depois de dois dias em fuga, eles foram mortos na sexta-feira (9), durante ataque de forças de elite francesas a uma gráfica em Dammartin-en-Goële, nos arredores da cidade, onde estavam.

Em outro atentado, na quinta-feira (8), uma agente da polícia municipal foi morta, no sul de Paris, tendo a polícia estabelecido ligação com os dois jihadistas autores do atentado ao Charlie Hebdo.

Na sexta-feira (9), no fim da manhã, quatro pessoas foram mortas em um supermercado kosher (judaico), no leste de Paris, por Amedy Coulibaly, 32 anos, em operação policial. Ele invadiu o mercado e fez reféns. Em entrevista a uma emissora de televisão francesa, Coulibaly disse que agiu conjuntamente com os irmãos Kouachi.

Talibãs condenam

Os talibãs afegãos também condenaram nesta quinta-feira (15) a publicação de novas caricaturas do profeta Maomé no semanário francês Charlie Hebdo e saudaram os autores do atentado praticado na semana passada contra o jornal.

Em comunicado divulgado hoje, o Emirado Islâmico do Afeganistão, nome oficial dos talibãs afegãos, lamenta a publicação de novas caricaturas que, segundo o grupo, “provocam a sensibilidade de quase 1,5 milhão de muçulmanos”.

Na terça-feira (13), a principal autoridade islamita sunita no Egito, Al Azhar, antecipou que a publicação de novos desenhos representando o profeta Maomé no jornal satírico francês vai “incitar o ódio”. A publicação dos desenhos vai incitar o ódio, “não serve à coexistência pacífica entre os povos e impede a integração dos muçulmanos nas sociedades europeias e ocidentais”, disse Al Azhar em nota.

O primeiro número do jornal Charlie Hebdo depois do ataque tem na capa uma caricatura de Maomé, com lágrima no olho, segurando uma folha com a frase Je suis Charlie, a mesma que foi utilizada por milhões de pessoas que se manifestaram em defesa da liberdade de expressão. O desenho tem como título “Tudo está perdoado”.

A Al Qaeda no Iêmen reivindicou nessa quarta-feira, em vídeo divulgado, o atentado terrorista da semana passada, em que morreram 12 pessoas na redação do semanário em Paris. Em outro vídeo, divulgado na última sexta-feira (13), um líder religioso da Al Qaeda na Península Arábica ameaçou a França com novos ataques.

"Não estareis em segurança enquanto combaterdes Alá, o seu mensageiro e os fiéis", declarou na mensagem Harith Al Nadhari, uma autoridade em sharia, a lei islâmica. Na quarta-feira da semana passada (7), dois homens encapuzados e armados, os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, de 32 e 34 anos, entraram na redação do Charlie Hebdo e mataram 12 pessoas.

Depois de dois dias em fuga, eles foram mortos na sexta-feira, durante ataque de forças de elite francesas a uma gráfica em Dammartin-en-Goële, nos arredores da cidade, onde estavam. Em outro atentado, na quinta-feira, uma agente da polícia municipal foi morta, no sul de Paris, tendo a polícia estabelecido ligação com os dois jihadistas autores do atentado ao Charlie Hebdo.

Na sexta-feira, no fim da manhã, cinco pessoas foram mortas em um supermercado kosher (judaico), no leste de Paris, durante uma tomada de reféns, incluindo o autor do sequestro, que foi morto na operação policial.

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