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Líder comunitária é sequestrada e morta com 12 tiros na AM-070

Vítima foi levada de dentro de casa. Principal suspeito é Adson Dias da Silva, o “Pinguelão”, que já teria ameaçado a vítima devido a disputa por terras 17/08/2015 às 11:22
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Mulher foi encontrada com as mãos amarradas e marcas de 12 tiros no corpo
Édria Caroline Manaus

A líder comunitária Maria das Dores Salvador Priante,  54, foi executada com 13 tiros de pistola PT ponto 40 e o corpo dela encontrado, na manhã de hoje (13), no ramal Santa Luzia, localizado no km 52 da rodovia AM-070, próximo ao município de Manacapuru.

O principal suspeito do homicídio, Adson Dias da Silva, o “Pinguelão”, se apresentou no Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Iranduba ainda na tarde de hoje, acompanhado de um irmão. Pinguelão nem chegou a ser ouvido na delegacia, pois o local onde a vítima foi encontrada é de competência da delegacia de Manacapuru. Por não haver flagrante ou mandado de prisão expedido, ele foi liberado em seguida.

As buscas pela líder comunitária iniciaram na noite da última quarta-feira, após ela ser sequestrada da sua própria casa, por volta das 18h30, na comunidade Portelinha, também na AM-070, na região do município de Iranduba, por cinco homens ainda não identificados.

A vítima foi encontrada morta por volta das 6h, estava com as mãos amarradas com uma braçadeira plástica e marcas de agressão pelo corpo. Três tiros atingiram a cabeça, um acertou o pescoço, quatro o abdômen e cinco os membros inferiores.

Adson Dias, segundo informações da família da vítima, fazia frequentes ameaças à Maria das Dores, devido a uma disputa por terras e pela liderança da comunidade. Familiares também contaram que a briga por terras na comunidade Portelinha é muito grande e que Pinguelão sempre vendeu lotes de terra irregularmente no local.

Adson havia sido preso em julho deste ano, suspeito de vender ilegalmente lotes de terra na comunidade Portelinha, além de cometer crimes de ameaça,  porte ilegal de arma e tráfico de drogas.

O delegado titular do Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Iranduba, Paulo Mavignier, informou que as investigações serão feitas em uma força-tarefa com a delegacia de Manacapuru e buscam esclarecer o caso em breve.

Medo

O marido da vítima, Gerson Priante, contou à equipe de A CRÍTICA que agora teme pela segurança dele e dos filhos. Ele ainda contou que a pelo menos seis anos há disputas de terra na comunidade Portelinha. “O Adson era o presidente da comunidade. Tudo começou quando a minha esposa ganhou a eleição e ele não aceitou. Fazia ameaças frequentes à ela”, disse.

Ameaças

O esposo da líder comunitária, Gerson Priante, contou que as ameaças se tornaram piores há dois anos. “Uma das piores aconteceu há seis meses, quando ele ameaçou bater na minha esposa com um pedaço de pau. Já havíamos feito várias denúncias contra ele”, declarou.


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