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Líder da FDN, Gelson Carnaúba tem o julgamento adiado para maio de 2018

Departamento Penitenciário Nacional (Depen) alegou alto risco para fazer o transporte e solicitou que julgamento fosse feito por videoconferência 01/12/2017 às 08:17
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Foto: Arquivo/AC
Joana Queiroz Manaus (AM)

O julgamento do traficante e líder da facção criminosa Família do Norte (FDN), Gelson Lima Carnaúba, o Mano “G”, que deveria ocorrer nesta sexta-feira (1º), não vai mais acontecer a pedido do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), que alegou alto risco para a transportar o criminoso, preso no presídio federal de Catanduvas, no Paraná, para Manaus. A previsão é que o julgamento ocorra apenas em maio de 2018.

O Depen também solicitou que o julgamento fosse feito por videoconferência para manter a integridade do traficante.

O juiz titular da 2ª Vara Criminal, Anésio Pinheiro, acatou o pedido, suspendeu o julgamento e remarcou para outra data. O magistrado entendeu que não haveria tempo para que Carnaúba fosse julgado por videoconferência, porque a lei determina que seja dado um prazo de 10 dias para que o sistema seja preparado.

Ontem, o promotor do caso, Edinaldo Medeiros, disse que o Ministério Público não pode se opor a um pedido do Depen por não ter com o garantir a integridade física do réu. “Por esta razão fui favorável para que o réu seja julgado por videoconferência da mesma forma como foi iniciado o julgamento do criminoso João Pinto Carioca, o “João Branco”, no caso do delegado Oscar Cardoso”, disse o promotor.

“Não sabemos o que motivou o Depen a fazer esse pedido, todavia não podemos deixar de considerar que o réu vive em mundo criminoso e participa de uma facção criminosa. Ou seja,  sempre há um risco de vida nessa atividade”, acrescentou.

Segunda vez

Esta é a segunda vez que Gelson Lima Carnaúba, Marcos Paulo da Cruz e Elmar Libório Carneiro vão ser julgados por comandarem a chacina no regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no Km 8 da BR-174, em maio de 2002, quando 14 pessoas foram assassinadas. No primeiro julgamento, que aconteceu em 2011, Carnaúba foi condenado a 120 anos prisão, os demais a 100 anos, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas.

Durante o julgamento, os réus negaram ter participado da segunda maior chacina ocorrida no Sistema Penitenciário do Amazonas. “Eu não vi nada, não participei dessa chacina”, declarou Carnaúba, apontado como um dos líderes da rebelião.

O julgamento dos xerifes foi marcado por denúncias e cobranças feitas pela única testemunha ouvida durante a sessão, o presidiário Elgo Jobel Guerreiro, ex-integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele acusou os réus de serem os líderes da matança que tirou a vida de um agente penitenciário e 13 detentos do Compaj.

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