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Líder do governo critica tarefas designadas a policiais em órgãos públicos do Amazonas

Para o líder do governo da ALE-AM, deputado estadual Sidney Leite, não é tarefa de policial 'cuidar de portaria, garagem ou abrir porta de carro' 16/09/2014 às 12:00
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Líder do governo, Sidney Leite: ‘Cuidar de portaria, garagem e abrir porta de carro não são funções de policiais’
Luciano falbo ---

Uma semana depois do sargento José Cláudio da Silva ser morto a tiros enquanto fazia a segurança da esposa do deputado Chico Preto (PMN), o deputado estadual Sidney Leite (Pros) declarou, nesta terça-feira (9), que vai fazer uma indicação ao Governo do Estado para que seja editada norma que discipline o trabalho de policiais civis e militares que prestam serviços dentro de órgãos da administração pública, onde o exercício não corresponda à atividade fim dos policiais.

“Até a quinta-feira, apresento o requerimento. Para a semana que vem, vou marcar uma audiência com o governador (José Melo – Pros) para tratar sobre o assunto”, disse Sidney nesta terça.

O sargento José Cláudio, conhecido como Caju, foi morto no momento em que transportava dinheiro utilizado para pagar despesas da campanha de Chico Preto ao governo. Caju era cedido pela Casa Militar da (ALE-AM) para supostamente fazer a segurança do deputado durante atividades parlamentares.

Líder do governo na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), Sidney Leite também disse que vai propor que a Casa e que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), que mantêm dentro de suas repartições efetivos de policiais militares e civis cedidos, criem suas polícias internas. “Hoje, temos cerca de 600 policiais militares à disposição, cedidos aos órgãos, e cerca de 200 policiais civis”, afirmou.

“A nossa intenção é que a Assembleia crie a polícia legislativa para atender a Casa e o Tribunal de Contas. E que o Tribunal de Justiça crie a polícia do judiciário que possa atendê-la ao Ministério Público. Com essa situação atual, além de nós tirarmos 800 homens das ruas – colocando-os nas portarias para cuidar de garagem e abrir porta de carro, o que não é função de policial – nós temos esse rombo dentro do governo. Isso porque esses policiais continuam recebendo pelo governo”, afirmou Sidney Leite.

Entre as sugestões do líder governista está o prazo máximo de dois anos de cessão, renováveis por apenas dois. O deputado disse que não apresentou a proposta como projeto porque legislar sobre o tema é competência do Executivo. “Teria que vir de lá. Mas, vou conversar com o governador para ver se a gente consegue construir a quatro mãos”, afirmou.

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